quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Onde está o problema?

Estive ausente alguns dias por motivo de saúde, mas já estou melhor e gostaria de fazer um texto baseado em uma conversa que tive com uma colega.

Começamos com o comentário sobre uma professora que, não aceitando uma observação sobre um texto, mudou sua opinião de bom para péssimo de uma hora para a outra. Só por ter sido avisado quanto ao plágio a um texto... Claro, foi sem intenção, ela quis apenas "se guiar" e acabou copiando sem colocar as devidas citações.

Faço aqui um parênteses sobre o que é plágio, pois ela me deu a entender que não sabia exatamente o que era (devido a sua revolta). De acordo com o dicionário Aurélio, "1.Ato ou efeito de plagiar; plagiato.". Plagiar: "1.Assinar ou apresentar como seu (obra artística ou científica de outrem). 2.Imitar (trabalho alheio)".

Disso começou nossa conversa... o que leva uma professora a não saber o que é plágio, primeiramente? Como ela vai ensinar a seus alunos a fazerem pesquisas e trabalhos sem serem copiados de livros e da Internet?

Depois, que acho que é o ponto mais importante: por que vários professores reclamam tanto de desvalorização, no sentido de salário baixo mesmo, se muitos não sabem nem escrever corretamente?

Não são poucos os textos e e-mails que recebo diariamente, tanto aqui no blog quanto no meu trabalho, e posso afirmar que esses erros são inconcebíveis! Deslizes acontecem, sim, mas há uma grande diferença entre eles e falta de conhecimento entre o certo e o errado - principalmente na Língua que muitas vezes lecionam.

Ficamos com a pergunta: professores que mal sabem ler e escrever, merecem salários maiores, em torno de R$3 mil Reais? Podemos dizer que, se são professores, além da matéria que lecionam, pelo menos o Português deve ser correto - não rebuscado, mas sem erros, certo? Não atendendo a este requisito básico, podem ganhar um salário deste? Não seria já o suficiente pelo que "estão fazendo" com nossos estudantes?

Sim, se o professor fala e escreve errado, os alunos aprendem a falar e a escrever errado na própria escola, pelo profissional que é pago - independente se instituição pública ou privada - para fazer o movimento contrário, merece um salário inferior.

Aí vou ser questionada. Alguns vão me dizer: "O professor não pode se aprimorar por causa do pouco salário, ou paga as contas ou compra um livro." Certo, contas todos temos de pagar, evidente, mas quanto custa o mesmo professor que me envia um e-mail com estes vários erros abrir a página do jornal na internet e ler algumas reportagens ao invés de ficar reencaminhando e-mails com piadinhas? Quanto custa ir à biblioteca da própria escola pegar um livro? Não há bibliotecas públicas em muitas cidades brasileiras?

Ou então, se o professor ganhasse este valor imaginado por mim, de R$3 mil mensais, quanto disso ele investiria em cursos ou mesmo livros? Não reclamem do preço dos livros! Há muitos com preços muito em conta, de até 9,90 - e de literatura de qualidade!

Por hoje, peço que pensem a respeito destas linhas. Volto para complentar esta conversa...

Até!

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