segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Uma nova visão

Todos os textos servem para refletirmos, nos trazem uma experiência – de qualquer coisa que seja – para aprendermos cada dia mais. Contudo, em várias vivências, tenho analisado o comportamento das pessoas em relação a determinadas situações expostas.

Quando um professor, aqui generalizando homens e mulheres, ensina a seus alunos uma matéria, por exemplo, o romantismo como classe literária, qual é a sequência que deve ser utilizada? O professor prepara a aula, seus conceitos, indicação de um livro pertencente ao gênero, repassa a seus alunos durante os 50 minutos de aula e... ? Acaba aqui a aula ou espera-se que o aluno reflita a partir do que foi falado em classe, busque estudar um pouco mais a matéria por conta própria, siga a indicação e traga para a aula um debate a respeito da obra?

Acredito que a maioria responderia citando a segunda opção, mas tenho certeza que você, leitor, já está falando baixinho na frente do computador: “É, isso se os alunos realmente fizessem a tarefa ou pelo menos se interessassem pela aula.” Aqui já consigo chegar ao ponto que citei no começo deste texto, sobre comportamento das pessoas.

Se você, professor(a), escolheu esta opção – de que seu aluno permaneceria em um processo de aprendizagem reflexivo – sabe da importância de tomar atitudes, investir tempo e disposição em criatividade e, principalmente, pensar sozinho. E você, pratica isso? Saiba que tenho até me assustado com um quadro alarmente de que um grande número de professores que não corresponde a este processo, ou seja, escolhe a opção de “acabar aqui” em muitos passos de sua profissão e carreira. Veja alguns exemplos que verifiquei depois de conversar com alguns professores. Essas são as mensagens subentendidas nas conversar e algumas solicitações denominadas de ajuda:

“Os alunos não querem estudar e isso é motivo para eu não me empenhar em fazer uma aula de qualidade.” “Todos os anos eu realizo as mesmas atividades, pois elas já estão prontas, e como ministro muitas aulas, reutilizá-las fica mais fácil.” “Ao invés de pedir a um colega uma sugestão para uma aula, já peço um plano de aula completo a respeito do tema que vou precisar.” “Por que tentar fazer sozinho se já posso ter pronto de outra pessoa?”

Claro, não são todos os professores que têm estas atitudes. Muitos procuram realmente ajuda, mas não estacionam nesta – utilizam esta ajuda para crescer e repensar suas práticas.

Contudo, eu acredito que não poderíamos ter nenhum professor pensando desta forma. Toda profissão tem suas glórias e sempre há alguma falta de reconhecimento, mas para criarmos uma “profissão: professor” que signifique importância, há de se aprender a pensar sozinho, se ter que ser “pego pela mão” para ir adiante, criar coisas novas ou apenas implementá-las. Nosso próximo JV é começo de outubro, mês do professor. Ano passado publiquei depoimentos de alguns cadastrados, inclusive o seu pode ter sido um deles, você lembra? Este ano pensei numa proposta diferente, que envolve o pensar criativamente e à frente. São dicas de planos de aula que estarão disponíveis em nosso site para você adquirir. Então, comece já a refletir sobre essas posturas que coloquei acima; se você não as tem, ótimo, mas se conhece algum colega que tem este costume, tente ajudá-lo a mudar este comportamento ok?

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