quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Biblioteca na escola - passo a passo

Continuando a proposta de ontem do texto retirado da revista Gestão Educacional de setembro, de autoria de Guilherme Soares Dias.

1) Destaque um profissional. Dê preferência a um bibliotecário, pois ele tem formação específica para trabalhar na área. Caso não seja possível, disponibilize um educador que goste de ler e que fique exclusivamente na biblioteca.

2) Crie um espaço agradável. O local deve ser arejado, ter boa iluminação natural (que não incida sobre o acervo), mobiliário de tamanho adequado (o público deve alcançar todos os livros) e de material resistente. Reserve lugares para leitura individual e, se possível, para atividades que propiciem troca de experiência.

3) Cuide do acervo. O ideal é disponibilizar dez livros para cada estudante.O profissional responsável deve ir a bibliotecas públicas, entrar em contato com editoras, ver e ler títulos que estão sendo adotados em outros lugares. As editoras lançam catálogos com publicações de lançamentos, que também podem ser consultados. “Não tem como se distanciar da sala de aula, mas também precisa haver livros de ficção e materiais para entretenimento”, defende Rita Pisniski, bibliotecária, diretora da Biblioteca Pública Monteiro Lobato, de São Paulo (SP), e voluntária de uma biblioteca comunitária na periferia da capital paulista.

Outra preocupação é a atualização do acervo. Caso haja doação de material, deve-se selecionar aquilo que será exposto e o que pode ser guardado em uma parte mais histórica ou mesmo não ser aproveitado. “Não dá para deixar um aluno consultar um livro antigo de geografia, por exemplo, e ele achar que aquilo é atual. A situação geopolítica muda constantemente e um livro de dez anos pode ser considerado velho”, comenta Rita.

4) Tenha um sistema de catalogação adequado. A classificação de livros deve ser feita de forma que o usuário os encontre com facilidade. O sistema pode ir desde softwares disponíveis na internet até o simples código de cores que separa os livros por áreas. Como um exemplo: vermelho para exatas, azul para humanas, amarelo para biológicas e verde para infantil.

5) Mantenha a biblioteca “viva”. Após os quatro primeiros passos, você tem uma biblioteca. Agora precisa trabalhar esse espaço para que seja dinâmico, agregue pessoas, torne o público fiel e atraia cada vez mais leitores. Saraus, recitais, oficinas, leituras em grupo, atividades culturais e contação de histórias são várias maneiras de propiciar momentos de troca entre os usuários da biblioteca. “Eles precisam se apropriar desse espaço. Essas atividades também se tornam um motivo para voltar”, conclui a bibliotecária.

Fonte: Rita Pisniski, diretora da Biblioteca Pública Monteiro Lobato, de São Paulo (SP)

Sites com conteúdos para enriquecer a biblioteca
• Biblioteca Virtual do Estudante Brasileiro: especializada em literatura em língua portuguesa – www.bibvirt.futuro.usp.br
• EBooksbrasil: livros eletrônicos gratuitos em diversos formatos – www.ebooksbrasil.com
• Jornal da Poesia: acervo de poesia em língua portuguesa, com textos de mais de 3 mil autores – www.secrel.com.br/jpoesia
• Virtual Books Online: e-livros gratuitos em português, inglês, francês, espanhol, alemão e italiano – virtualbooks.terra.com.br
Fonte: Conselho Federal de Biblioteconomia.

Números do setor editorial no Brasil
• Excluindo-se as compras de livros didáticos pelo governo, ou seja, considerando os preços praticados nas vendas ao mercado, a FIPE apurou uma queda do preço médio efetivo entre 2004 e 2008 de 24,5% no segmento de livros didáticos, 22,4% de obras gerais, 38% de livros religiosos e 23,3% no segmento de livros científicos, técnicos e profissionais. A queda foi facilitada pela desoneração do PIS e da COFINS sobre o livro, determinada pelo governo federal e o Congresso em 2004.
• De 2007 para 2008 houve aumento de 13,3% no número de títulos publicados. Pela primeira vez, foi ultrapassada a marca de 50 mil novos títulos lançados em um ano.
• No mesmo período, houve queda de 3,17% no número de exemplares produzidos. Ela se deve à redução de 18% no número de exemplares produzidos pelo setor de livros didáticos no ano passado. A produção menor ocorreu pelo fato de que, em 2007, o Governo Federal comprou livros para o ensino fundamental, e em 2008, livros para o ensino médio, que tem um número significativamente menor de alunos.
Fonte: Pesquisa anual sobre Produção e Venda do Setor Editorial Brasileiro divulgada pela CBL (Câmara Brasileira do Livro) em agosto de 2009

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