quinta-feira, 23 de julho de 2009

Descaso de pais gera violência e vício em drogas

Essa deveria ser a manchete da matéria com a qual me deparei agora pouco no www.globo.com. Essa semana saiu uma pesquisa com o número de casos de violência pelo País, no qual Foz do Iguaçu, aqui no Paraná, aparece em 1º lugar em relação à violência com jovens. Mas o que isso tem a ver? Foz é uma cidade de fronteira, a qual dá acesso a um dos lugares de compras mais conhecidos, o Paraguai. Contudo, o assunto vai muito além de pirataria e produtos "baratos", percorre também o contrabando, a violência e o tráfico de drogas. Uma mistura pesada e explosiva, cuja o objetivo principal é o lucro, o dinheiro, não importa a quem possa atingir estas violências.

Eis então que agora pude ler esta matéria: "Prefeitura calcula que pelo menos 400 crianças são viciadas em crack no Rio". Vou colocá-la aqui e peço reflexão, não só como professores, mas principalmente como pais. Vocês, que passam o dia e, muitas vezes, também as noites fora de casa trabalhando, têm dado a atenção necessária a seu filho? Sabe o que ele faz durante o dia? Com quem ele costuma andar? Que tipo de amigos? Ele usa a Internet para quê? Será que ele sente falta de você, de sua ajuda nos deveres da escola, de atenção, cuidado, apenas companhia para ver TV? Para refletir ok, pois antes de sermos professores, também somos pais e mães, e várias vezes nos preocupamos mais com nossos alunos do que com os nossos próprios filhos. Segue a matéria. Boa leitura.

Imagem meramente ilustrativa.

Seu apelido era Novinha, por ser a mais nova do grupo. Mas, agora é chamada de Florzinha, pela descoberta de sua beleza delicada. Não sabe se tem 11 ou 12 anos. Também não se recorda da imagem dos pais. Em sua memória, lembra apenas de uma pequena casa na Ilha de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio, onde morava antes de ir para as ruas e passar a usar crack. Novinha ou Florzinha é uma das 400 crianças e adolescentes viciadas que circulam pelas ruas do Rio, conforme mapeamento feito pela Secretaria municipal de Assistência Social. Para sustentar o vício alucinante, a menina franzina passou a fazer programas com “os coroas e gringos” em Copacabana, na Zona Sul, que lhe rendiam cerca de R$ 10 por noite. O suficiente para comprar mais pedras e passar o dia. Não pensava em comer, nem dormir. “Os gringos pagavam mais. Eles têm mais dinheiro. Já fiz até R$ 100 em dois dias”, conta. Florzinha foi recolhida ao abrigo depois de sofrer um acidente que ainda a obriga a andar de cadeiras de rodas. “Ela estava cambaleando no meio da linha de trem, sob o efeito do crack, quando foi atingida e jogada longe. Fraturou a perna esquerda e só acordou no hospital”, conta uma funcionária da instituição.

Atropelada por trem


“Ouvia vozes gritando: ‘Novinha, olha o trem’. Mas eu estava muito doidona e não conseguia me mover nem ver nada”’, lembra a menina de cabelos pretos encaracolados segurando os bonecos de pelúcia que ganhou de visitantes.

O menino F., de 11 anos, com um físico aparentemente frágil, conta com um sorriso, um misto de orgulho e inocência, “que os mais velhos da boca já deixaram eu segurar um fuzil”.

Gaba-se de saber atirar e ganhar “pedrinhas” para ficar de olho na movimentação da polícia no morro. “Já fui bicho, tio”, resume, tentando manter uma certa liderança diante dos colegas que consumiam crack nas ruas com ele.

Crack substituiu cola de sapateiro

Segundo o secretário de Assistência Social, Fernando William, a procura pela droga ficou mais forte nos últimos quatro anos. “Posso dizer que pelo menos 90% de menores em situação de abandono estão usando crack. Já substituíram a cola de sapateiro como droga barata. O número de dependentes químicos e altíssimo. Está disseminado e atinge cerca de 400 crianças e adolescentes”, avalia.

A história da menina, que hoje vive em um abrigo da prefeitura, não é a única de menores e adolescentes que caíram na armadilha da droga devastadora. De acordo com estudo feito pela secretaria, com informações recolhidas em abrigos e em trabalho de campo de assistentes sociais e psicólogos, foi produzido um relatório que aponta o perfil desses dependentes, com idades entre 10 e 12 anos. O documento, entregue ao prefeito Eduardo Paes, pode se transformar em um plano de ação para conter essa tragédia social. “A proposta é um amplo processo de mobilização da sociedade, de líderes comunitários e das autoridades. Precisamos criar abrigos, como o espaço Casa Viva, mas também centros de recuperação e de assistência à família. Como isso exige recursos, vamos atrás de parcerias”, afirma Fernando William. Ao final da conversa, Florzinha lembra de um colega de rua, que juntava papelão para vender e comprar crack. “É o Noinha. Ele era muito triste, tinha cara de sofredor. Um dia perguntei se ele não sentia vontade de parar e voltar para casa. Ele respondeu que não dava mais, já estava muito viciado. Eu quero tentar”.


quarta-feira, 22 de julho de 2009

Aula de Português com as Novas Regras

Como comentei ontem, é importante para a fixação dos alunos que as novas regras estejam prejadas na classe sempre, permitindo consultas. Outra dica, que na escola Adventista aqui de Curitiba, é um trabalho com os estudantes no qual eles pesquisam as novas regras e fazem cartazes (na classe que eu vi, eles eram em folhas sulfites mesmo) criando pequenos poemas e maneiras de facilitar a aprendizagem do "novo Português".

Bom, seguem as imagens. É do site da Folha. Basta clicar neste link e ter acesso a mais informações.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Nova ortografia

Estou fazendo o plano de aula que trata sobre as novas regras ortográficas e o porquê da dificuldade das pessoas, nativas da Língua Portuguesa, em utilizarem seu próprio idioma.

Quando você vai aprender uma Língua, Inglês por exemplo - você pode dizer, ah, mas as construções são bem mais simples, não tem tantos verbos -, mas e a beleza do idioma? Qual será mais bonito de ser estudado: o Português ou o Inglês?

O problema do brasileiro é não dar valor para as suas propriedades. Desde criança, somos incentivados a conhecer novos idiomas "porque eles são muito importantes no mundo todo". Contudo, e a importância de saber ler, escrever e falar corretamente o próprio idioma, não conta? É melhor, e mais bonito, saber falar Inglês fluentemente do que o Português? Sim, pois muitos brasileiros não são fluentes nem no próprio idioma, em sua Língua Mãe.

Aí, vêm as novas regras para desmotivar ainda mais. Poxa, apenas 0,5% (nem 1%!) de nosso vocabulário mudou e as pessoas já estão desesperadas, falando em reaprender o Português... como assim? As novas regras não são complicadas, é uma questão de se acostumar. Para quê mudar? Também não entendi. Essa questaão que mudou para ajudar no comércio, para mim, é balela. Vamos então, o mundo inteiro, falar o chinês para facilitar o comério mundial - afinal, como poucos sabem, o Inglês (não sou contra o Inglês, só o cito como exemplo, pois é um dos mais conhecidos e que também tem palavras em nosso idioma "aportuguesadas") é a 3ª Língua mais falada, a 1ª é o Chinês, a 2ª é o Hindi.

Mais do que se acostumar com novas regras ou reaprender a escrever (quem tiver de fazer isso é porque nunca soube de fato) é saber que o Português é quase lógico; é muito linear. Primeiro, é preciso mesmo saber o que se quer falar e escrever, manter o raciocínio, dar um começo, meio e fim as coisas, sem enrolação! Objetividade! Ou seja, lógica! E isso é fácil para quem costuma ler bastante, coisa que nós brasileiros não fazemos muito... por quê? Quantos livros você já leu este ano? Você é professor e precisa dar o exemplo. Reflita.

Para o post de hoje não ficar muito extenso (já ficou, eu seu rs), vou colocar gráficos divertidos que podem ser pregados em sua classe para ajudar os alunos a lembrarem das novas regras certo?

Até amanhã

domingo, 19 de julho de 2009

AMA – Associação de Amigos do Autista

Sábado e domingo de manhã sem internet! Que maravilha! Mas hoje segue o JV sobre a AMA. Boa leitura!

"Durante as pesquisas para o novo DVD, um dos assuntos que mais me chamou a atenção foi o autismo. Não tive ainda nenhum contato com pessoas com autismo, mas entender um pouco mais sobre sua relação com as pessoas é muito interessante. E a “Síndrome dos Gênios” então, Asperger, mais um aprendizado sensacional.

Ainda existem muitas dúvidas e uma grande parte da população (inclusive professores) que desconhecem o que é o autismo e como trabalhar com estas pessoas. Incluo aqui o Asperger, pois ele é um autismo de alto funcionamento. Muito mais sobre eles você vai encontrar no DVD Educação Especial.

Além de aprender sobre estes transtornos, tive a oportunidade de entrar em contato com a AMA – Associação de Amigos do Autista. Um pouco da história da instituição, retirada e adaptada do site www.ama.org.br: “A nossa história começa em 1983. O Dr. Raymond Rosenberg tinha alguns clientes que viviam um momento de angústia: eles tinham filhos de 3 anos, em média, que há pouco tinham recebido o diagnóstico de autismo. Essa era toda a informação que esses pais tinham: o nome da síndrome. Não havia qualquer pesquisa ou tratamento na cidade, estado ou no país que pudesse ser utilizada para ajudar aquelas crianças. Os atendimentos para crianças excepcionais não eram adequados e nem mesmo aceitavam pessoas com autismo. Foi então que esses pais decidiram se reunir para, juntos, construir um futuro que amparasse seus filhos, e proporcionasse a eles maior independência e produtividade. Fundaram a AMA e, antes de completar um ano de fundação, a AMA já tinha uma escola, que funcionava no quintal de uma igreja batista. Este espaço era cedido pelo pastor Manuel de Jesus Thé, pai de César, portador de Síndrome de Asperger. A partir de então, começou uma luta sem igual. Por sua natureza de pesquisa na área do autismo e por haver uma população carente para ser atendida, a instituição – beneficente e sem fins lucrativos – lutava e luta até hoje para manter-se financeiramente.”

Infelizmente, como estou em Curitiba e a AMA em São Paulo, ainda não pude visitá-los, mas sem dúvida o farei o mais breve possível! Contudo, como o mundo é pequeno – e às vezes, como neste caso, isso é muito bom – a coordenadora do Centro Infantil e do Centro para Jovens da AMA, Márcia Pauluci, esteve em nossa cidade para uma Jornada sobre autismo e pudemos, além de conhecer esta profissional excelente, contar com sua colaboração em nosso DVD.

Gostaria, mais uma vez, de convidá-lo a conhecer a instituição (eu também o farei!): Rua do Lavapés, 1123, Cambuci, São Paulo-SP. Telefone: 11 3376-4400. Você também pode enviar um e-mail: falecomaama@ama.org.br. Como a Nabil Tacla, por ser uma instituição que precisa de recursos sempre, ajuda é sempre bem-vinda. Para quem puder, por favor entre em contato.
"

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Motivação diária

Bom dia Pessoal! Sei que tenho andado em falta aqui, mas logo colocarei mais planos de aula e dicas para nos ajudarmos certo?

Contudo, não é só de planos de aula e dicas que nós vivemos, não é mesmo? Temos uma vdia dentro e fora da escola, a qual precisamos gerenciar, tanto tempo como pessoas. Hoje vendo alguns e-mails antigos, encontrei este pequeno texto que é muito legal para refletir, ainda mais numa sexta-feira.

"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um 'não'. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."

Fernando Pessoa

Para amanhã, publicarei o texto sobre a AMA, autismo e Asperger, que será enviado no JV de hoje, dentro daquela série especial. Então, até amanhã! Bom final de semana!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Não se trata do que ensinamos, mas do que eles aprendem

"Eu nunca entendi o porquê de tanto barulho em torno daquele antigo enigma – “Se uma árvore cair em uma floresta e não estiver ninguém por perto, assim mesmo haverá barulho?”. Não seria, afinal, apenas uma questão sobre como optamos por definir a palavra ‘barulho’? Se nos referirmos a “vibrações de certa frequência transmitidas através do ar”, então a resposta é sim, o barulho existiu. Mas se for sobre as “vibrações que estimulam o sistema auditivo de um organismo”, então a resposta é não.

Mais desafiador, talvez, seja o seguinte problema atribuído a educadores interessados em desafios: “Eu dei uma boa aula, mesmo sabendo que os alunos nada aprenderam”. Novamente, tudo volta para a definição. Se o ato de ensinar acontece em uma atividade interativa, em um processo de facilitação do aprendizado, então a frase é incoerente. É a mesma coisa que se dissermos “eu tive um excelente jantar, mas nada comi”. Mas e se o ensinar for definido apenas como o conjunto de coisas que o professor diz e faz em sala? Neste caso, a declaração não será paradoxal, apenas estúpida. Uma aula mal-dada não levaria o professor a se perguntar, “Então, o que eu poderia ter feito para obter um resultado melhor?”

Tal questão certamente passaria pela cabeça daqueles educadores que têm o aprender – ao contrário de apenas ensinar – como o motivo que justificou a escolha pela profissão. De uma maneira geral, eles acreditam que não importa muito o que professores fazem ou dizem, se comparado com a maneira com que as crianças absorvem as experiências em sala.

Consideremos o que acontece entre pais e filhos. Quando solicitados para que descrevam alguma impressão sobre a vida em família, as respostas chamam a atenção pelo modo como divergem. Nos EUA, estudos apontaram que a percepção que as crianças têm do comportamento dos pais não é menos apurado que a percepção que os pais têm de seus próprios comportamentos.

Em se tratando de conflitos familiares, não importa a lição que o pai quis ensinar por meio de algum castigo. Se a criança entender isso como um decréscimo no amor que o pai sente por ela, então isso determinará o efeito. Similarmente, pais elogiam com o objetivo de encorajar o filho, mas as crianças podem ressentir o julgamento implícito ao serem informadas que ‘fizeram um bom trabalho’, ou então elas talvez cresçam e sintam uma necessidade crescente de agradar pessoas em posição de autoridade.

Tanto do castigo quanto do prêmio, a lição que fica é a de que tudo depende da condicionalidade: Eu sou amado – e amável – apenas quando faço aquilo que me mandam. Obviamente, todos pais insistiriam que amam seus filhos incondicionalmente. No entanto, conforme um grupo de professores cita em um livro que trata do controle de estilos dos pais, “é a própria experiência da criança com relação a esse comportamento que deve causar maior impacto em seu desenvolvimento”. O que conta é a mensagem recebida, não o sinal que o adulto pretende enviar.

A mesma ideia se aplica na escola. Educadores acreditam que o professor estará enfatizando a importância da pontualidade ao punir aqueles que chegam atrasados, e que conseguirá conscientizar, por meio de advertência, o aluno flagrado gritando obscenidades para o colega. Ou então, que estimulará o bom comportamento lançando mão de elogios.

Mas e se o aluno que está sendo castigado ou recompensado não enxergar a intenção do professor? E se as respostas deles forem “Isto não é justo!”, “Na próxima vez não serei pego”, “Quando se tem poder e as pessoas não fazem o que você quer, é possível fazê-las sofrer” ou então “Se eles tiveram que me premiar por X, então X deve ser algo que as pessoas não gostam de fazer?”

Nós professores alegamos que o aluno interpreta tudo de maneira errada, que a intervenção é correta, a consequência é justificada, e que o sistema de reconhecimento às boas atitudes faz todo o sentido. Mas se o aluno não tem o mesmo ponto de vista, então não existe a possibilidade de obtermos o efeito esperado agindo da maneira que sempre fizemos. Resultados não são oriundos de comportamentos, mas sim do significado amarrado aos comportamentos.

Se os alunos interpretam o dever de casa como algo que deve ser resolvido o quanto antes, para que sobre mais tempo de lazer, é natural que eles não o façam com esmero. Assim, é extremamente baixa a probabilidade de que os exercícios ajudarão alunos a aprender melhor, e que os mesmos ficarão empolgados em rever o assunto apresentado em sala.

Quando professores apenas cumprem a sua parte de ensinar e deixam para que o aluno absorva o conteúdo – “nesse caso, a criança se sente culpada por não entender a lição” (tomando emprestadas as palavras de John Holt) – então o aprendizado verdadeiro tem tudo para se tornar algo escasso nas escolas. Mas vamos encarar a realidade: é mais fácil você se preocupar com o ensinar do que com o aprender, da mesma maneira que é mais conveniente dizer que a culpa é dos outros quando as coisas saem erradas.

“Eu ensinei uma boa lição..” sugere que o aprender é visto como um processo de absorver informação, e que ensinar consiste em entregar aquela informação. (Há muitos anos, o escritor George Leonard descreveu a palestra como “a melhor maneira de se transferir o conteúdo do livro do professor para o do aluno, sem tocar a mente do aluno”.) Esta abordagem é bem comum entre professores de educação básica e superior, os quais são mais especialistas nas suas áreas de ensino (literatura, ciência, história) do que em pedagogia.

Reductio ad absurdum seriam aqueles que “levam tão a sério seus conteúdos que acabam se esquecendo de seus alunos”, conforme a escritora Linda McNeil coloca em seu livro Contradictions of Control: School Structure and School Knowledge.

O problema pode estar nas escolas que formam professores, onde se passa pouquíssimo tempo aprendendo sobre o aprender, se comparado ao tempo gasto com o conteúdo a ser ensinado em sala. O fato é que o verdadeiro aprender nem sempre pode ser quantificado. E se a escola focar apenas nessa questão, e se basear somente em dados e números, é grande o risco de se tornar o ato de ensinar em algo raso e sem vida. O ideal é que seja feito um esforço no entender como que cada aluno percebe o mundo, para que possamos encontrá-los onde eles se estão. “Ensinar”, segundo Deborah Méier, é composto em sua maioria pelo ouvir. Imagine como as salas de aula seriam viradas do avesso se colocássemos essa sabedoria em prática.

E não se trata de apenas ouvir literalmente. É preciso querer entender o ponto de vista do aluno. Você já parou para pensar como é estar sentado ali escrevendo um texto ou tentando resolver um problema de matemática, cujo resultado será a diferença entre ser aprovado ou não? (Muitos dos professores que esperam que seus alunos mudem de atitude ou evoluam sob críticas não gostam de receber novas sugestões sobre o jeito de dar aula.) De fato, educadores deveriam fazer maiores esforços no sentido de tentar novas práticas em sala, como forma de reconhecimento pelos esforços diários de seus alunos.

Concluindo, os professores estão para os alunos assim como os diretores estão para os professores. Uma liderança escolar de sucesso não depende do que diretores e superintendentes fazem, mas de como suas ações são interpretadas pelos que se encontram em nível hierárquico abaixo - no caso, os professores. Eles podem ser mais maduros que os alunos, porém a moral é a mesma: essa é a melhor maneira de entendermos como os alunos percebem aquilo que fazemos em relação a eles. "

Alfie Kohn é escritor. Texto publicado originalmente no jornal Education Week. Reprodução com permissão do autor. Acesse: www.alfiekohn.org . Tradução: Gustavo Rodrigues. Texto publicado na revista Profissão Mestre de abril. Texto enviado no JV PM de 10.06.09.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Educação especial - deficiência física

JORNAL VIRTUAL PROFISSĂO MESTRE
Profissão Mestre – Ano 7 Nº 125– 10/07/2009

Julho, mês de férias. Finalmente um respiro não é mesmo? Todo mundo precisa, com certeza. Contudo, podemos fazer deste momento de descanso também de reflexão.

Hoje e nos próximos 5 JVs teremos a série de textos sobre educação especial, mas não falaremos por falar deste assunto. Como a maioria de vocês, meus colegas e cadastrados, já está sabendo – pois o tema foi escolhido através do Jornal Virtual – lançaremos em breve o DVD Educação Especial. Mais uma vez, como vem acontecendo com os dois últimos DVDs, vocês pediram e nós fizemos.

Enfim, abordarei nesta série três deficiências, a física, visual e a intelectual, dois transtornos, de Rett e autismo e uma síndrome, a de Down. A intenção é mostrar as instituições que trabalham com estes alunos especiais, pois cada uma mexeu comigo de uma forma muito pessoal, que gostaria de compartilhar com vocês. Todas elas nos ajudaram muito com o DVD com seu conhecimento maravilhoso da área, carinho e atenção. Fizemos visitas (às que são aqui de Curitiba), conversamos e pudemos contar com uma contribuição fabulosa – que vocês vão poder conferir no DVD. Bom, comecemos com a Nabil Tacla, de Curitiba. Boa leitura.

Nabil Tacla

“A Associação Paranaense de Reabilitação (APR) é uma instituição beneficente, sem fins lucrativos, voltada ao tratamento das crianças portadoras de deficiêia físico-motora. Na época em que foi fundada, na década de 60, o problema era o surto de poliomielite – a paralisia infantil, hoje já erradicada do Brasil – e a APR era a única instituição paranaense que oferecia atendimento médico gratuito para essas crianças, que podiam, inclusive, morar na instituição. Hoje, as crianças não dormem mais na APR e o tipo de doença atendida também mudou. Todos os pacientes da instituição são portadores de deficiência físico-motora com diagnósticos de paralisia cerebral, distrofia muscular progressiva, mielomeningocele e malformação congênitas.”, retirado do site www.apr.org.br.

Estivemos lá na sexta passada, dia 3, para gravar um pouquinho da escola. Fiquei encantada com o carinho das crianças com as funcionárias e professoras e vice-versa. Todas com largos sorrisos nos rostos, dispostas para ir à escola mesmo no último dia de aula do semestre e depois de uma festa junina no dia anterior na escola. E não eram poucos na escola neste dia não...

As próprias crianças estavam tão animadas em participar do DVD que me emocionei. Um deles, o Lucas, falou assim para mim: “Ainda bem que cortei meu cabelo ontem”, ajeitando-se para aparecer em frente às câmeras. Quer coisa mais fofa?!

A estrutura deles é boa, com sala de fisioterapia, de informática contendo, inclusive, computadores adaptados, salas de aula com poucos alunos por classe para um atendimento específico. Além de materiais prontos, eles também desenvolvem muitos lá mesmo, os próprios professores e terapeutas; materiais que podem, sim, ser confeccionados em qualquer escola, com qualquer tipo de material, por qualquer profissional que esteja disponível para tal. Vontade é sempre a palavra-chave. A professora Josimere falará e mostrará alguns deles no DVD.

Para você professor, pai, mãe, que tem um vizinho ou parente com deficiência física e precisa de ajuda também, está meio perdido em como deve ser o tratamento e educação dessa pessoa, entre em contato com a Nabil através da diretora Valéria, pelo e-mail valeria@apr.org.br ou nabiltacla@apr.org.br. Com certeza, eles poderão te ajudar. Sua sede é em Curitiba, mas para ajudar não existem barreiras, certo?

Gostaria também de convidá-lo a conhecer a instituição: Rua dos Funcionários, 805, Cabral - Curitiba – PR. Fone: [41] 3013-9300. Por ser uma instituição que vive de caridade e têm em torno de 240 alunos, ajuda é sempre bem-vinda. Para quem puder, por favor entre em contato com a diretora, a professora Valéria, por meio dos e-mail acima. Acredito que se tivessem mais recursos, a escola poderia melhorar muito. Eles já têm alguns parceiros, mas nunca é demais ajudar.

Um abraço e bom final de semana!

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Jornal Virtual - educação especial

Olá pessoal, bom dia!

Amanhã começo uma série de textos especiais no Jornal Virtual Profissão Mestre, do qual sou editora, sobre educação especial. Como já falei aqui várias vezes, vamos lançar um DVD como o título "Educação Especial - Para além das deficiências, um olhar para os distúrbios, transtornos e síndromes" em agosto. Na verdade a divulgação dele já começa este mês, então, quem estiver interessado, fique de olho.

Enfim, para este DVD visitamos algumas instituições de educação especial e conheci outras tantas que me deixaram encantada. Porém, são filantrópicas ou sem fins lucrativos. Das que visitei, acho que a que mais precisa de ajuda é a Nabil Tacla, aqui de Curitiba mesmo. Esta atende crianças com deficiência física - visite o site: Nabil Tacla

Para fazer uma divulgação maior destas escolas com programas formidáveis, que nos ajudaram tanto com o conteúdo e imagens do DVD, vou fazer, então, a série especial no Jornal. Quem ainda não recebe pode se cadastrar no www.profissaomestre.com.br ou me enviar um e-mail (priscila.conte@humanaeditorial.com.br) solicitando o cadastro - é de graça viu gente!

Toda sexta-feira temos um encontro marcado, aliás, que já acontece há quase 2 anos! Vou colocar os textos aqui também, mas lembrando que serão às sextas.

É isso, hoje é apenas um informativo mesmo. Amanhã, etnão, tem texto novo por aqui. Vou escvrevê-lo agora mesmo.

Até

terça-feira, 7 de julho de 2009

Profissão: revisor(a) de textos

Algumas pessoas têm me perguntando sobre revisão de textos. Qual a formação, se precisa de um curso específico, o que fazer... Várias são as dúvidas.

Quando comecei a revisar, em 2005, nunca havia feito isso na vida. Entrei como estagiária do curso de Letras e tive a sorte de poder ocntar com a compreensão e paciência de meus colegas. Alguns revisores são jornalistas. Minha opinião: isso não é bom. A lingaugem jornalística é bem diferente da linguagem que deve ser utilizada em livros didáticos, por exemplo, ou até mesmo em livros de história ou revistas, como foi o meu caso.

Para ser um bom revisor, primeiramente, é importante ter ou estar cursando o curso de Letras. Indispensável a leitura constante de bons livros. É impressionante como ainda assim existem centenas de alunos deste curso que possuem um Português, desculpem a sinceridade, terrível. São erros hediondos que não há como relevar.

Enfim, leia, leia muito! Principalmente livros, pois jornais e revistas, que muitas vezes têm circulação diária, não possuem revisão, assim, aparecerão alguns erros de Português, o que não é bom para um revisor iniciante que precisa se basear em um material de qualidade para aperfeiçoar-se.

Outra dica importante é ter um dicionário sempre ao lado, bem como o número do telegramática - o daqui de Curitiba é 3218 2425. Eu gostaria muito de ter também o VOLP, Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, pois já está com todas as palavras na nova regra, o que ajuda muito! Tenha também um manual a ser padrões, como o da Folha de S. Paulo, referência para muitos materiais. Ele te ajudará a saber quando usar caixa alta (letra maiúscula), itálico, ponto - sim, até para isso às vezes é necessário padronizar!

E a prática. Esta é mais uma dica de revisão. Passei mais de 8 horas diárias com os olhos ocupados em textos, lendo e relendo, revisando além dos erros ortográficos, coesão, coerência, e estrutura da frase. Sim, revisão não é só "escrever palavras certas", mas, sim, colocá-las de forma agradável à leitura. Alguns textos chegam a ter 5 revisões - confesso que tinham alguns colaboradores que me faziam praticar reecrever seus textos, pois eram quase "ilegíveis", mas isso me ajudou muito também.

Revise de preferência na folha impressa. Eu sei, gasta papel, mas durantes alguns meses este exercício é essencial. Depois, com a prática você pode passar a revisar direto no computador.

Essas são as dicas básicas. Vou abordar mais sobre este tema, como o mercado de trabalho, materias e suas diversas revisões, valores, etc. O primeiro texto deste blog foi sobre revisão, dividido em 3 partes: Parte 1, Parte 2 e Final.

Para quem precisar, também faço revisão de vários materiais, desde monografias a textos publicitários, basta me enviar um e-mail para combinarmos valores e prazo de entrega ok: priconte.az@gmail.com

É isso. Falamos mais sobre este tema?

Até e bom dia.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

DVD Educação Especial

Simmmm, eu voltei finalmente! Desculpem o grande sumiço, mas ficou totalmente inviável aparecer por aqui. Vou contar um pouquinho o porquê... O mês de junho foi uma correria só, pois precisei dar os retoques finais ao roteiro do novo DVD auqi da editora, aquele que já havia comentado com vocês, o Educação Especial. Precisamos contratar produtora, escolher as atrizes, revisar o material, fazer cronogramas (váriasss vezes o mesmo), procurar uma escola onde pudéssemos gravar e finlamente chegar ao ponto final: gravar!

E posso dizer uma coisinha? Ele está relamente lindo! Com um conteúdo de peso, importantíssimo, e muito caprichado visualmente. Várias pessoas e instituições nos ajudaram nesta caminhada, o que o toque final ao material. Não sei nem como agradecer.

Aliás, meu contentamento foi tanto que preciso confessar que no final das noites de gravação cheguei em casa e caí em lágrimas, pelo orgulho de ter feito um produto que, para mim, vai ficar muito marcado. Aprendi muito, pois a pesquisa foi intensa. E, diferente dos outros DVDs que participei, este me levou a um cansaço mental terrível, de não conseguir pensar no final do dia... esse foi um dos motivos pelos quais também demorei um pouco para reaparecer aqui. Precisei descansar um pouquinho! rs

Queria muito compartilhar com vocês já toda a arte do material, capa e bolacha, mas não posso. Está lindo de viver, pegou exatamente a essência do material e conteúdo, e não poderia ser de ninguém diferente: Aurélio Dominoni! Obrigada Xu!

Mas o que posso adiantar e o conteúdo (o menu do DVD). Dá uma olhada:

- Inclusão
- Distúrbios (Dislexia, Disgrafia, Disotrtografia, Discalculia)
- Transtornos: subdivididos em... Transtornos do desenvolvimento
Transtornos do comportamento
- Síndromes
SÍNDROME DE KLINEFELTER
SÍNDROME DE TURNER
SÍNDROME DO TRIPO X
SÍNDROME DO DUPLO Y
SÍNDROME DE EDWARDS
SÍNDROME DE PATAU
SÍNDROME DO X FRÁGIL
SÍNDROME DE WILLIAMS
SÍNDROME DA DISTROFIA MUSCULAR DUCHENNE
SÍNDROME DE DOWN
- Deficiências: subdividas em...
Def. auditiva
Def. Intelectual
Def. Física
Def. Visual

Agora, algumas fotos desses dia que gostaria de compartilhar com vocês:

Josimere, da Nabil Tacla e Marcia, da AMA.


Sala de Fisioterapia da Nabil Tacla.


Circuito da AFECE.

É isso pessoal, espero que tenham gostado das novidades! Amanhã eu volto com nossos textos!

Até