domingo, 31 de maio de 2009

Professores do Brasil

Desculpem mais este sumiço, mas foi por uma boa causa: finalizei o roteiro do DVD! Está tão interessante. Com certeza vai ajudar muitos professores do Brasil. Mas falando nisso, eu queria comentar um assunto que ganhou destaque esta semana e quando ouvi a notícia no jornal fiquei boquiaberta...

A maioria de vocês já deve ter lido muito sobre isso, mas é tão impressionante que não posso deixar de falar sobre a formação dos professores do nosso país. Pode até ter sido inocência de minha parte, mas sinceramente não pensava que as coisas estivessem neste "pé".

E essa pesquisa é de 2007! Imagine agora, 2 anos depois... 119 mil professores não fizeram NEM o MAGISTÉRIO. Isso seria muita vontade de dar aula ou apenas a necessidade de sobreviver? Acho que se fosse a primeira opção esta pessoa procuraria estudar, se adequar, e saberia realmente o valor de uma boa educação não é mesmo?

Por que será que a educação do Brasil vai de mal a pior gente? Precisamos, sim, de muitos professores, mas quantidade não é qualidade! Estamos com isso comprovado! Ainda mais na educação básica, os professores precisam estar bem formados, com conteúdo, capacitação, ser interessados nas mudanças que ocorrem durante os anos - pois nada é estático -, ter a RESPONSABILIDADE que todas as profissões implicam, mas principalmente a de professor, que é base de qualquer pessoa, independente do que ela quiser seguir em sua vida...

Deixo aqui a reflexação a respeito deste assunto. Você que está dentro desta estatística, procure se aperfeiçoar, se formar, ficar dentro da Lei. A educação é muito importante! Não só para quem aprende, mas também para quem ensina!

Até

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Bem-vindo à Holanda - Qual a sensação de ter um filho com deficiência?

Mais uma vez, ao pesquisar materiais para o roteiro do DVD - falta pouco, uhulll! - encontrei este texto que me emocionou muito. É bem antigo, de 1987, mas incrivelmente lindo. Trata sobre como é para uma mãe ter um filho com deficiência - seja ela qual for. Divulguem o máximo que vocês puderem este texto, por favor.

"Frequentemente me pedem para descrever a experiência de dar à luz uma criança com deficiência. Seria como...

Ter um bebê é como planejar uma fabulosa viagem de férias PARA A ITÁLIA.

Você compra montes de guias e faz planos maravilhosos! O Coliseu. O Davi de Michelangelo. As gôndolas em Veneza. Você pode até aprender algumas frases em italiano. É tudo muito excitante.
Após meses de antecipação, finalmente chega o grande dia! Você arruma as malas e embarca. Algumas horas depois, você aterrissa. O comissário de bordo chega e diz: Bem-vindo à Holanda!
‘Holanda?’ diz você. ‘O que quer dizer com Holanda? Eu escolhi a Itália! Eu devia ter chegado à Itália. Toda a minha vida eu quis conhecer a Itália!’

Mas houve uma mudança no plano de vôo. Eles aterrissaram na Holanda e é lá que você deve ficar.

O mais importante é que eles não levaram você para um lugar horrível e desagradável, com sujeira, fome e doença. É apenas um lugar diferente.

Você precisa sair e comprar outros guias. Deve aprender uma nova língua. E irá encontrar pessoas que jamais imaginara.

É apenas um lugar diferente. É mais baixo e menos ensolarado que a Itália. Mas, após alguns minutos, você pode respirar fundo e olhar ao redor. Começa a notar que a Holanda tem moinhos de vento, tulipas e até Rembrandts e Van Goghs.

Mas, todos os que você conhece estão ocupados indo e vindo da Itália, comentando a temporada maravilhosa que passaram lá. E por toda a sua vida você dirá: Sim, era onde eu deveria estar. Era tudo o que eu havia planejado.

A dor que isso causa nunca, nunca irá embora. Porque a perda desse sonho é uma perda extremamente significativa.

Porém, se você passar toda a vida remoendo o fato de não ter chegado à Itália, nunca estará livre para apreciar as coisas belas e muito especiais existentes na Holanda."

Um texto de Emily Perl Knisley, 1987.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Post 100 + indicação blog Doralice da Gazeta do Povo

Gente, quanta alegria. Primeiro, post número 100! Obrigada a todas as visitas, que crescem a cada dia! E segundo, e não menos importante, foi a indicação da professora Doralice Araújo, que mantém seu blog Na mira (http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/blog/namira) em seu post do dia 13.05 - eu sei, já fazem duas semanas quase, mas ainda vale a pena ler! Aliás, este blog é muito bom sempre, principalmente para nós, professores.

"Internet colaborativa; interaja e participe!

Não tenho qualquer dúvida de que a internet colaborativa avança com retumbante sucesso. Acompanho diariamente a manutenção e criação de páginas educacionais e vejo que de um lado está o professor blogueiro, a guiar estrategicamente o tema, a puxar a prosa e, do outro, leitores, internautas zapeando a procura de assuntos palpitantes para interagir. Feita a descoberta a redação tematicamente ilimitada toma corpo e sentido- e se entrar na escola pelas mãos dos professores torna-se ainda melhor.

A redação colaborativa na internet vai além da aparente leitura; seus desdobramentos atingem universos ilimitados no campo educacional, não duvideA redação colaborativa na internet vai além da aparente leitura; seus desdobramentos atingem universos ilimitados no campo educacional, não duvide

Há sempre um objetivo para alguém refletir sobre temas diversos e escrever - e assim treinar a concatenação das ideias;quer exemplos?

> Educação no trânsito e educação moral, sob a batuta da professora curitibana Priscila Conte

>Dicas sobre usos educacionais em blogs, sob o comando do professor Jarbas Novelino.

> O DNA vai à escola

> A educação como fator estratégico , articulado pelo professor Flávio Tonneti

Quer agora exercitar um pouco a escrita?

Proposta 1- Dos links indicados acima há algum que você encontrou afinidades? Argumente; mantenha a objetividade, ou seja, vá direto ao ponto, mas sem esquecer de escrever frases concatenadas.

Proposta 2- Você conhece outros professores, aqui do Paraná - e por que não de outros estados? - que alimentam com regularidade páginas educacionais na internet? Caso positivo, recomende-as e justifique as indicações.

Proposta 3 - Várias professores costumam marcar " lição de casa " com hora marcada para preenchimento/envio das respostas pelo aluno. Você considera uma boa estratégia as tarefas de casa que exigem a resolução em páginas educacionais na internet?

Proposta 4 - Você costuma enviar torpedos pelo seu celular? Qual a frequência nessa remessa? O que o impede de telefonar e falar com o seu destinatário?

Um lembrete oportuno - Muitos textos, presentes em vestibulares foram " capturados" da internet - e se você duvidar saia em busca das provas organizadas pelas instituições bem concorridas. Para elas o leitor atual não pode ficar limitado aos jornais impressos ou às revistas ocasionais examinadas apressadamente, mas sim manter-se antenado com a tela do monitor ou ainda do celular, hoje uma das portas de maior interação entre públicos distintos.

Até a próxima!"

Obrigada pessoal! Até amanhã!

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Interagir para respeitar

Este texto, além de ter sido publicado na revista Profissão Mestre, foi enviado também pelo Jornal Virtual Profissão Mestre.

"Lidar com indisciplina na sala de aula não é tarefa nada fácil para qualquer educador, seja ele experiente ou não. Quando a professora Fabiana Congilio viu que uma de suas colegas havia se deparado com um 5º ano do ensino fundamental (antiga 4ª série) nenhum pouco fácil de comandar ela quebrou a cabeça para tentar “arrumar a casa” já que a série, além de apresentar uma característica muito forte de indisciplina, tinha um aluno que ditava as regras na turma, levando as outras crianças a atitudes impensadas e despreocupadas. Para sanar o problema, Fabiana criou e desenvolveu com a ajuda de outras duas professoras, Juliana Vieira e Tatiane da Cunha Fernandes o projeto “Ensinando e Aprendendo”, que integrou os alunos maiores com crianças da educação infantil do Colégio Cosmos, em Campo Limpo Paulista (SP).

“Sabemos que as relações entre aluno, escola e professores estão muito desgastadas. Por isso, quis que o projeto mostrasse a eles a importância da convivência em grupo dentro de um consenso de solidariedade, compreensão, diálogo e respeito”, ressalta a professora. Para promover a interatividade, elas planejam junto com os alunos da 4ª série atividades lúdicas feitas duas vezes por semana que conseguissem entreter ambas as idades, como rodas de histórias, teatrinho de fantoche, brincadeiras cooperativas, recorte e colagem, montagem de livrinhos e brincadeiras com massinha, além de aulas de natação e futebol praticadas em conjunto.

A reação das turmas, segundo Fabiana, não poderia ter sido mais positiva. “É algo mágico de se ver. Os pequenos ficam muito ansiosos para que cheguem os dias da visita. Com o tempo, sentimentos como carinho, proteção e amizade se desenvolveram entre eles. Além disso, quando os pequenos não obedeciam, eles buscavam outras estratégias, sempre com muita paciência e educação”. Com o projeto, os alunos maiores também conseguiram respeitar mais o trabalho das professoras. “Eles passaram pelas mesmas situações que lidamos no dia-a-dia e perceberam o quanto é difícil prender a atenção e manter uma ordem”, conta a professora.

Ampliar o olhar da ética e da cidadania na escola também foi um dos objetivos. “Fizemos com que esses conceitos fossem inseridos em todo o conteúdo programático, auxiliando o trabalho do professor enquanto mediador” enfatiza Fabiana. Os resultados não poderiam ter sido mais positivos. “As crianças da educação infantil participaram com muito entusiasmo e os problemas de comportamentos dos maiores, que já eram antigos e que a equipe escolar não encontrava estratégias para modifica-los, foram completamente sanados”.

A ideia da professora Fabiana não é restringir o projeto apenas ao colégio, e sim, expandi-lo para a rede pública de ensino da cidade e para outros colégios particulares. “Ainda há uma grande distância para que a escola seja vista pelos alunos como um lugar acolhedor e prazeroso, onde não são cobrados apenas notas e trabalhos”. Para ela, repensar e reconstruir conteúdos para solucionar males como desinteresse e indisciplina é o grande desafio dos educadores. “Só assim conseguiremos construir uma escola mais justa, prazerosa e democrática”, frisa.

Quem se interessar pelo projeto pode entrar em contato com a professora Fabiana Congilio pelo e-mail: faby.ac@globo.com.

Texto de Isadora Rupp publicado na revista Profissão Mestre de maio/09. Contato: isadora@humanaeditorial.com.br"

Bom final de semana pessoal!

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Cinema brasileiro - e paranaense - na sala de aula

Vocês já devem ter ouvido falar do filme "Estômago" - confesso que já ouvi muito falar, e inclusive nosso último DVD, o Gerenciamento de Sala de Aula, teve a participação de um dos atores que atuaram no filme, mas não o assisti ainda...

Então, mais uma vez li uma reportagem que contabiliza os prêmios que este material brasileiro e paranaense - sim, eu sou paranaense, curitibana para ser mais precisa: são 40 até o momento! Gente, isso é ótimo! O cinema brasileiro não era respeitado devido a sua falta de conteúdo, digamos assim, pois o que chamava a atenção era só a nudez apresentada, e ponto. Mas há alguns anos isso mudou e os filmes brasileiros estão cada dia melhores. Eu sou fã de vários deles, que se utilizam de roteiros ótimos, divertidos e reflexivos, como o próprio "Se eu fosse você"; "O cheiro do ralo"; "A partilha"; "Meu nome não é Jhonny" (apesar de bem-feito, este filme não me agradou quanto a mensagem mesmo, ficou no ar uma coisa do tipo : OK, use drogas e se divirta, trafique e aproveite a vida, cumpra um tempinho na prisão e pronto, vire herói. Hã?); "O Auto da compadecida"; "Cidade de deus"; "Carandiru"... nossa, quantos! Este site aqui, acabei de descobrir, é só sobre os filmes brasileiros, vale a pena dar uma olhada: http://filmesbrasileiros.net

Então, já demos a dica aqui de utilizar filmes na sala de aula, certo? Por que não utilizar filmes brasileiros? Falamos aqui de Dom, bem sala de aula mesmo, mas você professor pode usar outros também para trabalhar valores, trabalho, respeito, família, fé, cultura, história... a lista é grande, busque alternativas. Só não esqueça de assistir o filme antes, verificar a classificação indicativa, se contém muitas cenas de violência ou sexo, preparar a atividade que vai fazer este filme ter sentido por estar na aula, o que você vai querer do aluno depois de assistir o filme... o cuidado com este tipo de aula é sempre importante.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

A linguagem utilizada nos textos publicitários

Como prometido... Aí vai um bommm trecho da minha monografia que trata sobre o teme "As diferentes linguagens utilizadas nas campanhas publicitárias". Como havia falado, utilize anúncios em suas aulas para falar sobre Português, explicando as regras gramaticais, tipos de textos, etc. Peço a gentileza de que, se por acaso alguém for utilizar este material, cite fonte ok? Priscila Conte e o tema da minha monografia...

"Os textos publicitários devem adequar-se a vários fatores característicos da linguagem de seu gênero, como usufruir da personificação do produto; do individualismo criado para que o receptor aja pensando em si; da linguagem autoritária, imperativa, a qual visa fazer com que o receptor se convença de que realmente precisa daquele produto.

Outros pontos também são marcantes na caracterização da linguagem publicitária, como as várias qualidades do produto descritas pelo texto publicitário e a não-utilização da argumentação.

Os textos publicitários apresentam-se sempre com os elementos não-verbais, como os desenhos, fotografias, cores e formas gráficas diferenciadas, retomando, assim, a mistura da linguagem verbal (letras, palavras) com a não-verbal.

Martins (1997, p.47) considera que, além da originalidade, a linguagem publicitária precisa ser eficaz e expressiva. Essa expressividade, segundo o autor, 'é o ato de representar ou comunicar por meio de formas lingüísticas impressões subjetivas, pensamentos, emoções e intenções', podendo manifestar-se através dos aspectos fonológicos; morfológicos; sintáticos; de simbolismos semânticos, ou seja, figuras de linguagem; da pontuação e sinestesias. Esses elementos presentes nas campanhas publicitárias ajudam na venda do produto e, principalmente, na consolidação da marca no mercado.

Aspectos fonológicos

Neste tópico são englobados a rima, o ritmo, a aliteração, encontros vocálicos e consonantais, onomatopéias, etc. A função de cada uma delas, seja dentro do texto publicitário ou de qualquer tipo de texto, é a de reter a atenção do leitor/receptor da mensagem, colocando em destaque a busca pelo 'prazer estético', citado por Sandmann (1997, p.56), o qual faz com que o receptor memorize a mensagem. Ou seja, no caso da publicidade esses elementos levarão ao consumo do produto exposto.

Além disso, como citado por Martins (1997, p. 48), esses elementos estimulam sensações e a visualização do produto, provocando representações mentais que aumentam os resultados positivos de uma campanha.

A rima caracteriza-se pela repetição de sílabas no final ou meio de frases. Exemplos de rimas são também citados por Sandmann (1997, p. 57), 'No Condor comprou, girou, ganhou.' E 'Espelho, espelho meu, veja essa blusa como se usa. E como esse tomara-que-caia combina com a minha saia.'.

O ritmo aparece quase sempre com a rima, pois configura-se também como a repetição de palavras ou sons em tons fortes e fracos. Geralmente, as frases são acompanhadas pelos três elementos, rima, ritmo e aliteração, como no caso “'A força do novo. A força do povo.'.

Já a aliteração possui repetição de fonemas, estabelecendo relação entre sons e efeitos fônicos com o texto como em 'Moda Moldes. Tudo na moda. Tudo com Moldes'.

Aspectos morfológicos

Esses aspectos, segundo Sant’Anna () têm como função despertar a atenção do leitor/consumidor através do uso de superlativos, diminutivos, palavras-montagem; da utilização de verbos em vários tempos e modos, como em 'Eu queria um pouco de atenção, agora' em que o tempo imperfeito do verbo passa a idéia de pedido. Também aparecem as formas de tratamento mais afetivas e próximas ao consumidor e o jogo de palavras, como trocadilhos, rimas e ambigüidades.

Aspectos semânticos

Neste ponto temos as figuras de linguagem, como metáfora, metonímia, onomatopéia, antítese, hipérbole, ironia, eufemismo, etc. Aqui também podemos destacar a ambigüidade e a polissemia usadas, principalmente, nos títulos e slogans.

O slogan 'Perdigão, qualidade que se prova' mostra duas possibilidades de interpretação para a palavra prova: no sentido de experimentar e no de atestar. Essa forma é chamada de ambigüidade e é de fundamental importância na publicidade por levar o consumidor a pensar sobre os significados presentes no slogan. Assim, a marca fica marcada pelo consumidor, que pode vir a adquirir o produto.

A polissemia, segundo Sandmann (1997, p.76) trata de palavras que possuem a mesma origem lexical, mas com diferentes significados, por exemplo, verde, que pode ser a cor ou o estado de um alimento; um alimento que não está maduro.

Aspectos sintáticos

A simplicidade estrutural, topicalização, coordenação, paralelismo, assim como simetria e combinações estilísticas, além de muitos outros, são elementos da parte gramatical que se dedica ao estudo das combinações e funções da palavra nas frases e orações, ou seja, a sintaxe. Esses aspectos ganham destaque dentro da linguagem publicitária.

Segundo Sandmann (1997, p.68), o primeiro elemento, a simplicidade estrutural, aparece muito na forma de manchetes publicitárias que utilizam as marcas dos produtos, quando as frases aparecem sem elementos de coesão, por exemplo, 'Arapuã. Vem que tem'.

Quando precisamos dar importância à determinada palavra em uma frase, utiliza-se da topicalização que é a troca de posições das palavras dentro da frase.

Ao observarmos a repetição de palavras no mesmo slogan temos o paralelismo que, de acordo com Sandmann (1997, p.70), representa 'empatia, identificação, automaticidade, simplicidade' do leitor/consumidor com o texto.

A simetria também consiste em repetir as palavras, ou seja, é a 'figura que consiste em repetir, numa frase, palavras da anterior, mas em ordem diversa e com acepções diferentes' (apud dicionário Aurélio, Sandamnn, 1997, p.71).

Pontuação

A pontuação recorrente em textos publicitários, segundo Faraco e Tezza (2003, p. 157), é ligada a linguagem utilizada, a imperativa. Dessa forma, pontos de exclamação podem ocorrer neste tipo de texto.

Outro tipo de pontuação, em aspecto geral, é o ponto final, que tem como função separar 'sentenças sintaticamente autonômas' (Faraco e Tezza, 2003, p.110).

Também aparecem pontos de interrogação, que chamam a atenção do leitor/consumidor para o que está sendo dito anteriormente.

Sinestesia

'Sharp é imagem do som e som da imagem.' Esse é um exemplo claro de sinestesia. Essa figura funciona como uma metáfora que relaciona diferentes tipos de percepção, ou seja, atribui a um sentido, por exemplo, a voz, a outro, como o olfato. “A tua voz perfumava o ambiente.” (Tufano, 1998, p.54) "

Anúncio de revista Campanha Dove Verão Sem Vergonha

terça-feira, 19 de maio de 2009

Aula de História + Geografia + Artes

Ok, sei que havia prometido as aulas com base nos anúncios... mas recebi este e-mail e não poderia deixar passar. Promessa é dívida: amanhã postarei os anúncios!

Hoje a dica de aula criativa é 3 em 1: História + Geografia + Artes. As imagens que colocarei recebi por e-mail, num powerpoint, mostrando as maravilhas do mundo e aí pensei: "Por que não mostrar aos nossos alunos também?".

Além deles poderem ver quantos lugares lindos existem mundo afora, você, professor destas disciplinas, terá a oportunidade de falar sobre a história daquele lugar, onde fica, como se formou a região, se houve guerras, como se reconstruiu, quais os idiomas falados naquele país/cidade, tipo de arquitetura, materiais utilizados para a construção dessas edificações... são várias as questões que podem ser levantadas! Aproveite! Faça um powerpoint mesmo ou crie painéis, faça uma miniexposição dentro da classe... depois os próprios alunos poderão fazer a deles com outros lugares, fazer a pesquisa geográfica, pesquisar sobre a cultura...

Boa dica? Acredito que sim! Para quem quiser o powerpoint já pronto, me envie um e-mail que eu repasso - nele existem mais lugares além dos que estou colocando aqui.

*Clique nas imagens para ampliar.

Museu do Vaticano - Vaticano - Itália

Muro das Lamentações - Jerusalém - Israel

Lalo Saint-Louis - Canadá

Hong Kong

Fonte de Trevi - Roma - Itália

Escada de Caracol - Vaticano - Itália

Délhi - Índia

Cidade das Ciências e das Artes - Valência - Espanha

Château de Chambord - Val-de-Loire - França

Castelo de Neuschwanstein - Alemanha

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Aula de gramática + dicas de como escrever melhor

Hoje pela manhã me lembrei de um livro que li na universidade chamado "A língua de Eulália", já ouviram falar? Até mandei como sugestão para uma colega que precisa de dicas de plano de aula de gramática...

Trata sobre a origem da Língua Portuguesa e mostra com uma linguagem bem divertida as várias mudanças da língua, pronomes de tratamento, verbos, concordância... que tal trabalhar com este livro? É bem fácil e agrádavel de ler...

Ele tem várias passagens que podem ser utilizadas na aula de gramática! Possui várias tabelas explicativas... é uma viagem pelo nosso idioma que com certeza entreterá e ajudará na aprendizgem da gramática de várias turmas de 5ª a 9ª série e até mesmo ensino médio - vale lembrar que eu só conheci este livro na faculdade, uma pena.

E sabe os anúncios publicitários? São ótimos para se estudar gramática também! Eles têm uma linguagem própria, que precisa ser analisada, e utilizar o que todos nós vemos em nosso cotidiano é que faz toda a diferença, não é mesmo?

Quanto a essa dica de aula, de anúncios, posto amanhã um exemplo, pois foi o tema da minha monografia: "A linguagem utilizada nas campanhas publicitárias." Se não me engano, já postei um trechinho, quem puder, peço que pesquise no histórico do blog, nos primeiros posts...

Aliás, o texto "Erros e acerto - Pratique!", que é o primeiro aqui do blog dividido em 3 partes, é bem legal e interessante para quem quer escrever melhor - e isso não vale só para professores de Português ok?

Abraço e até amanhã

Bom início de semana a todos!

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Como dar a 1ª aula - enfrentando medos e ansiedade

Aproveito para postar aqui a resposta que dei a uma colega - que não sei se posso citar o nome, então naõ o farei - que me enviou um e-mail pedindo ajuda, pois estava dando suas primeiras aulas, sem nenhuma experiência em sala de aula. Essa é para cada um de vocês que está muito ansioso e nervoso com suas primeiras experiências em sala de aula...

Então, primeiro... calma. Se você se mostrar nervoso, ansioso, seus alunos vão notar e isso poderá gerar uma turma indisciplinada, que não irá respeitá-lo.

No caso de turmas tanto de ensini médio como de pré-vestibular já são adolescentes, na faixa de seus 16 a 22 anos... não sei quanto a vocês, mas eu acho que é a uma das faixas etárias mais fáceis de se dar aula. Por quê? No meu caso, como sou nova (mas calma gente, aqui falo não só de idade, mas também de mentalidade, abertura ao novo) e isso faz com que eles se identifiquem com você. Simples assim. Eles não terão motivos para "bater de frente", gerar conflitos... mais um motivo para você ficar mais calmo ao entrar na classe.

Ok, você faz resumos da sua aula, mas ler é terrível para um professor, ainda mais de pré-vestibular, que eles esperam mais dinamismo. Seguinte: você precisa estudar sua aula antes deles! Em casa, faça seu plano de aula (pode até seguir o modelo que tem no meu blog que fica bem fácil http://priscilaconte.blogspot.com/2009/04/modelo-de-plano-de-aula.html) e dê aula para você mesmo num quarto ou no banheiro, de frente ao espelho, imaginando que está lotada de alunos. Pratique não só o conteúdo que você vai passar, mas a imposição da voz, simule alunos questionando eventuais dúvidas... é como se fosse uma aula imaginária sabe? Fiz isso várias vezes antes de entrar na sala de aula e deu muito certo, porque você meio que se prepara.

Mais uma coisa, quando o problema não é o domínio do conteúdo, mas a ansiedade em enfrentar a classe. Com este "teatro" você vai sentir mais segurança ao entrar na classe real... tente trabalhar sempre com bom ânimo, não extamente como eles fossem seus amigos, mas tente mostrar-se aberto à jovialidade e motivação da idade deles... fale de temas que eles gostem envolvendo o conteúdo de suas aulas, trabalhe com músicas e filmes do "tempo" deles... sucesso garantido!

Mas atenção: apesar desta cumplicidade, deixe claro que vocês são professor e alunos, assim na hora de falar sério, pedir atenção, faça-o de maneira sutil, mas sem perder a autoridade, por ex: "ok pessoal, já conversamos bastante mas está na hora de trabalhar um poquinho..." tente emendar a conversa que vocês estavam tendo anteriormente ao tema da aula.

E fique sempre de olho no blog! Sempre tem dicas legais! Aliás, já coloquei dicas de filmes, de modelos de plano de aula, plano de aulda de literatura usando música... Vão ajudá-los também a desenvolver atividades e aulas de acordo com a idade deles.

Espero que tenha ajudado um pouquinho.

Se precisarem de mais alguma sugestão ou dica, entre em contato mesmo ta?! Mantenham-se confiantes e me enviem um e-mail contando como foi sua "nova aula" ok?

terça-feira, 12 de maio de 2009

Educação no trânsito e educação moral

Gente, preciso colocar aqui um notícia aqui da minha cidade, Curitiba, que desde a semana passada tem deixado a todos indignados e agora saiu na globo.com.

Isso também está relacionado à educação, ou a falta dela, à falta de limites que uma pessoa pode ter... aliás, agora veio-me à cabeça um assunto relacionado sobre o qual farei o post de amanhã: transtornod e conduta.

Estou completamente INDIGNADA e torcendo para que este "rapaizinho" pague pelo o que fez aos outros 2, que estavam voltando do cinema em velocidade baixa, de acordo com as testemunhas. Por ser político, estão encobrindo o acidente e os reais fatos, mandaram-no até para São Paulo como forma de fugir da situação e responsabilidade, será? Reconstrução de face... aham...

É isso, por favor, me desculpem o desabafo, mas a educação no trânsito e moral também precisa ser vista e revista.

Até amanhã

domingo, 10 de maio de 2009

Dia das mães + roteiro + música

Desculpem o sumiço, mas estas semanas estão bem corridas. Domingo, 20:25, dia das mães, e cá estou eu, trabalhando no roteiro do novo DVD sobre educação especial... isso aí. Ele está ficando linnndo!

Mas estou aproveitando um tempinho e vim aqui colocar esta música linda, que emociona muito. Ela é em inglês, I'm yours do Jason Mraz. Aqui vou colocar a tradução; a letra vale para namoros, relacionamento mãe e filha/o, professor-aluno... Ih! começou a tocar neste exato momento no meu computador hehe

Beijo para todas as mamães que frenquentam o blog! Feliz dia das mães!

I'm Yours - tradução

Bem, você fez bonito comigo e tem certeza que eu senti
Eu tentei ficar frio mas você foi tão quente que me
derreteu
Eu caí por entre o rochedo
E estou tentando voltar
Antes que o frio passe
Eu estarei dando o melhor que posso
Nada me deterá a não ser intervenção divina
Reconheço que é minha vez novamente de ganhar algumas
e aprender algumas

Eu não hesitarei não mais
Não mais, isto não poderá esperar, eu sou seu

Bem, abra sua mente e veja como eu
Abra seus planos, e caramba, você é livre
Olhe dentro do seu coração e você vai encontrar amor amor amor
Ouça a música do momento e talvez cante comigo
Eu gosto da pacífica melodia
É seu direito divino de ser amada, amor, amada, amor

Então eu não hesitarei não mais
Sem mais, isto não poderá esperar, tenho certeza
Não precisa complicar
Nosso tempo é curto
Este é nosso destino, eu sou seu

Eu tenho passado muito tempo olhando minha língua no espelho
E fazendo de tudo para poder entender melhor
Meu hálito embaçou todo o vidro
Então eu desenhei um rosto feliz e ri
Acho que o que estou dizendo, não ha razão
melhor
Se livrar da vaidade e apenas ir com o ritmo
è o que esperamos fazer
Nosso nome é nossa virtude

Então eu não hesitarei mais
Não mais, isto não poderá esperar, tenho certeza
Não precisa complicar
Nosso tempo é curto
Este é nosso destino, eu sou seu

Bem, abra sua mente e veja como eu
Abra seus planos, e caramba, você é livre
Olhe dentro do seu coração e você vai encontrar amor amor amor
Ouça a música do momento e talvez dance comigo
Eu gosto da alegre melodia
É seu direito divino de ser amada, amor, amada, amor

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Minha experiência com alfabetização de adultos

Alguns anos atras, fui até a Secretaria de Educação Municipal e me voluntariei para o programa ALfabetização Solidária. Estava nos primeiros anos da faculdade, não tinha experiência nenhuma em ministrar aulas ou algo do tipo, mas tinha vontade de fazer algo que realmente pudesse ajudar alguém.

As aulas era às sextas-feiras à tarde em uma sala improvisada do Passeio Público de Curitiba - este lugar é como se fosse um mini-zoológico apenas de várias espécies de pássaros. Meus alunos eram 4, sendo que 1 deles sempre dava um jeitinho de faltar, que estavam lá para alfavetização, ou seja, não conheciam nem as letars do alfabeto. Nunca soube ao certo suas idades, mas com certeza estavam entre 40 e 50 anos.

Dividíamos esta sala com mais uma turma, esta tinha aulas com matérias de 3 e 4 série mais ou menos, aprendiam operações básicas de matemática e já sabiam escrever e ler bem, mas a faixa etária era quase a mesma. Essa divisão de classe não tinha paredes ou biombos... eu fica na grande mesa da metade para trás da sala com meus alunos e a outra professora - bem mais experiente que eu - ficava na metade da frente, e tinha o "privilégio" de poder usar o quadro-negro.

Ela me ensinou várias coisas, aliás, tudo. Fui aprendendo e executando simultaneamente. Trabalhava com letrinhas coloridas de borracha que ela me cedia, eles ganhavam cadernos, lápis, apontador e borracha.

Foram alguns poucos e bons meses. Preciso confessar que algumas vezes reclamava de ir (eu pensava que como eu não trabalhava ainda, iria perder a tarde de sexta-feira dando aula ao invés de ir ao cinema, completamente RIDÍCULA!). Ainda lembro destas tardes com muita saudade...

Fazíamos lanche, um intervalinho porque ninguém é de ferro né? E sabe que mesmo sendo pessoas de baixo poder aquisitivo, sempre cada um levava alguma coisinha - inclusive nós, professoras, levávamos também. Passei meu aniversário com eles. Caiu bem na sexta. E não é que eles levaram bolo, salgadinho, refrigerante... fizeram uma festinha pra mim! E na hora de me dar os parabéns? Eles morriam de vergonha de me abraçar!

Um deles me marcou mais: o Seu Tadeu. Ele tinha mais dificuldade em aprender, era muito tímido, fechava-se em si. Mas era muito aplicado. Aliás, todos eram, não posso deixar de falar. Se esforçavam para fazer as tarefas que eu passava para casa, como procurar palavras no jornal que começassem com FA.

O trabalho é árduo, pois eles já passaram a vida toda sem saber o significado de nada... Até perguntei como eles faziam para pegar o ônibus, comprar coisas no mercado... "Decoro a imagem, o tamanho da frase", essa foi uma das respostas... E uma vez por semana só não é o suficiente! Cada dia parecia que tinha que voltar tudo - nesta caso, é preciso ter muita paciência e graças a Deus isso não me faltou.

Tive dois momentos marcantes: a primeira vez que o Seu Roberto escrevu sua primeira palavra sozinho (FACA) e o dia em que precisei me despedir. Ah, esse sim, só de pensar me dá vontade de chorar... escrevi um bilhetinho no caderno de cada um deles : "Espero que um dia você possa ler sozinho este bilhete." Essa foi uma das frases que deixei pra eles e espero realmente que eles tenham conseguido... Deixei marcado meu carinho... E eles também demonstraram o seu por mim, ficaram tristes de eu ter de ir... Ai acho que não consigo mais escrever, vocês podem imaginar... Me emociona muito lembrar...

Bom, era essa experiência linda que eu gostaria de dividir com vocês. Tenho pensado muito em voltar para esta área, e acho que ainda este ano volto mesmo. Tomara! E quem puder, atue como alfabetizador de adultos, é completamente recompensador.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Refletindo as práticas de alfabetização e letramento

Pessoal, mais um texto enviado pelo JV PM que vale muito a pena reproduzir aqui, pois sua temática é de extrema importância - além de ser um artigo muito bem redigido. Mais uma vez, caso queiram utilizá-lo, créditos para Viviane (currículo e contato no final do post). Amanhã, para não ficar muito extenso hoje, falarei sobre minha experiência com alfabetização de adultos. Boa leitura!

"O termo letramento surgiu quando se tornou mais evidente o problema do 'analfabetismo'. A falta de conhecimento sobre leitura e escrita intensificou uma preocupação maior para que se gerasse questionamentos para discutir a problemática. Logo em seguida, perceberam que não bastaria apenas ler e escrever, mas usar esses conhecimentos adequadamente de maneira interpretativa.

Sabemos que há muita política envolvida na educação e esta vê o analfabetismo apenas como meros números e gráficos comparados gradualmente. Verdade seja dita: na maioria das vezes, se um cidadão “aprende” a escrever o nome, já não é mais considerado um analfabeto. Mas se pedirmos para o mesmo ler um texto e explicar o que leu, provavelmente não o fará, pois sabe até 'decodificar' as letras e palavras, porém, não sabe interpretá-las.

O grande problema do Brasil é justamente de apenas se preocupar com os números de analfabetos, o que traz complicações para a imagem do País e cobranças de entidades estrangeiras que 'lutam' pelos direitos humanos. Mais importante do que ensinarmos nossos alunos a ler e escrever é darmos subsídios para que estes compreendam a Língua como um todo  gramaticalmente, coloquialmente e colocando em prática nos diálogos do cotidiano. O oposto acontece em países de primeiro mundo como nos Estados Unidos, França e Inglaterra, onde o ensino fundamental é obrigatório (e com duração maior que o nosso  10 anos nos Estados Unidos e na França, 11 anos na Inglaterra).

O letramento, em linhas gerais, pode ser definido 'como condição de quem não sabe apenas ler e escrever, mas cultiva e exerce as práticas sociais que usam a escrita'. (SOARES, 1998 apud SIMONETTI, p. 21).

Atualmente, devemos tratar o letramento e a alfabetização como processos distintos, porém, simultâneos e de certa forma 'inseparáveis', já que remete ao outro. Ao fazermos uma profunda reflexão, descobrimos que o letramento nada mais é do que um processo de continuação da alfabetização. O mais certo é que o(a) educador(a) alfabetize letrando.

Temos consciência de que a escola não forma leitores sozinha, mas sabemos que a instituição é fundamental para ajudar nessa formação – até porque é um ambiente propício.

A tarefa de alfabetizar na perspectiva do letramento é colocar em prática no cotidiano a vivência com as crianças nas práticas de leitura e escrita e instrumentalizá-las, dando assim subsídios a elas para que estejam preparadas para usar os vários tipos de linguagem em qualquer tipo de situação.

É essencial que o(a) professor(a) amplie sua visão sobre a alfabetização e o letramento. É importante inserir os alunos no mundo da escrita, visitando a biblioteca, dramatizando histórias, porém, deve-se também inserir os(as) alunos(as) nas artes em geral  dança, pintura, música, etc.

Necessitamos de uma reflexão no campo educacional, principalmente no que se diz respeito ao ensino da leitura e da escrita para que possamos finalmente formar melhores leitores e escritores, letrados e alfabetizados. Esse é o maior desafio que temos como professores(as).

Um dos aspectos mais difíceis da arte de se alfabetizar alguém  seja criança, jovem ou adulto  é colocar em prática todos os subsídios teóricos que estudamos; recorrer aos teóricos para fundamentar e justificar o que fazemos e como fazemos em sala de aula.

Através de muitas leituras e de uma reflexão mais profunda, conseguimos identificar os prós e os contras de cada teoria, decidindo, assim, qual delas se adequa melhor a nossa realidade na escola.

'O aluno constrói o conhecimento da língua escrita, portanto, mais importante do que saber como se ensina, é saber como a criança aprende' (KLEIN, 2002, p. 93). Não devemos analisar apenas a nossa prática, mas também estudar o processo de aprendizagem da criança como um todo.

De acordo com os principais teóricos, tais como Piaget, Wallon e Vygotsky, podemos conceber a ideia de que o ser humano constrói seu próprio conhecimento a partir de uma interação com o mundo externo  cultura, linguagens e pessoas.

Podemos, então, observar que a aprendizagem acontece de maneira interativa, surge na interação dos(as) nossos(as) alunos(as) com a cultura e acontece também através do diálogo com as pessoas. No caso da escola, tal interação se dá: com os colegas de turma, com o(a) professor(a) e com os materiais pedagógicos.

É muito difícil para nós  professores(as)  definirmos uma prática 'certa' aliada à teoria, geralmente a prática deve ser utilizada de acordo com o modelo de nossa sala de aula  prestando atenção nas suas maiores dificuldades e nos seus pontos positivos."

Viviane Maria Ferreira Faria é formada em Pedagogia (UEPB – UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA) e especialista em Linguística (FIP – Faculdade Integradas de Patos). E-mail para contato: vivianef_20@yahoo.com.br

terça-feira, 5 de maio de 2009

Ligações entre currículo oculto e violência escolar

Texto da Marisa (mais informações no final do artigo) enviado no JV GE de 28.04. Por favor, se forem reproduzir, não deixem de dar os créditos a ela ok? Obrigada e boa leitura!

"Cada escola tem registrado em seu projeto político-pedagógico o sistema de normas, critérios e valores que norteiam as relações interpessoais entre todos os sujeitos que interagem no espaço escolar; normas, essas, que existem para regular a convivência, tornando-a, também, objeto de aprendizagem.

O problema se instaura quando há dissonâncias entre o que prevê a teoria (PPP) e a operacionalização, no exercício da prática. Está escrito no documento qual a concepção de educação que cada escola assumiu como compromisso público para defender e praticar; definiu, também, o perfil de professor para atuar naquela instituição, bem como as formas como devem acontecer as relações afetivas entre professor/aluno. Entretanto, o currículo oculto de cada instituição evidencia formas diferenciadas de se fazer essa transposição teoria/prática. Cada professor, devido a seus traços de personalidade, sua capacidade de resiliência, sua forma particular de ser, reage diferentemente diante de atitudes de indisciplina de alguns alunos e é exatamente a partir dessas circunstâncias que poderão se desencadear os grandes e graves conflitos, resultando, possivelmente, em agressões verbais e até físicas.

Esse fato é facilmente observável no cotidiano escolar. Há professores que não apresentam problemas na organização do seu espaço pedagógico e são admirados e respeitados pelos mesmos alunos que se comportam de forma indisciplinada e arrogante com outros professores. Qual a diferença? O aluno é menos provocativo com um determinado professor e mais com outro? Com certeza, não, mas a forma como cada professor reage à provocação e como administra o conflito que se cria é que faz toda a diferença.

Essa habilidade ou inabilidade na forma de se relacionar, de resolver conflitos e encaminhar soluções de problemas disciplinares junto a instâncias superiores é que determina o quanto um professor é respeitado ou temido e odiado e, por conseguinte, vítima de agressões verbais e/ou físicas, porque alimentou os sentimentos de agressividade pela forma de gerenciar a situação posta. Esse jeito de lidar com os conflitos é um dos elementos que compõem o chamado “currículo oculto” e evidencia a concepção de educação e de liderança que cada professor tem. Ensinamos com nosso jeito de ser, de agir e de reagir. Somos referenciais para a juventude.

Diante dos desafios comportamentais dessa nova geração de jovens que frequentam as instituições escolares impõe-se, aos gestores, uma necessidade emergente: um tipo de capacitação especial ao seu corpo docente sobre estratégias para gerenciar conflitos de forma construtiva e modo de se reagir diante de uma situação de provocação. É um aprendizado que está se fazendo necessário diante das circunstâncias atuais e que não se aprendeu nos cursos de formação de professores.

Um outro aspecto do currículo oculto é a cultura organizacional que se cria a partir das ações dos gestores escolares. Há que se ter normas claras que regulem uma convivência sadia e construtiva e devem ser dadas a conhecer a toda a comunidade escolar, com plena conscientização de todos de que, se infringidas, os que descumprirem serão devidamente responsabilizados pelos seus atos.

Disseminou-se no meio educacional a ideia de que o limite da escola, no que tange a punições por desvios de conduta, esgota-se no simples aconselhamento e diálogo com o aluno e seus pais. A escola nada mais poderia fazer além disso. A origem dessa ideia que se propagou no imaginário popular apareceu há alguns anos, quando o órgão responsável pela aprovação dos regimentos escolares passou a questionar e reprovar textos de Regimentos que continham a suspensão como medida educativa para alunos que apresentassem problemas de indisciplina. Os documentos eram devolvidos às direções das escolas para que fossem reformulados, com a orientação de que não poderia constar o termo “suspensão” por não encontrar respaldo na legislação de proteção à criança e ao adolescente. Em caso de o aluno ser retirado da sala de aula, a escola deveria providenciar recursos humanos para atender esse aluno no recinto da escola. E até hoje, nos regimentos de muitas instituições, perdura essa normatização.

Nesse contexto, outro papel que fica questionado é o das famílias. O que cabe aos pais, então, se tudo é na escola que deve ser resolvido? Muitos pais apóiam as atitudes dos filhos e desmerecem os educadores e gestores. Quando chamados à escola, já chegam de espírito prevenido para questionar, duvidar e, muitas vezes, desmoralizar o professor, a proposta da escola e dar razão aos filhos. Esquecem a lição básica da Psicologia que explica que o adolescente, quando em grupo, por vezes olvida os valores com que foi educado na família para concordar e fazer o que o grupo incentiva – tudo em busca de aprovação. Em situações como essa, em que os pais sempre dão razão aos filhos, os mesmos sentem-se cada vez mais fortalecidos para continuar com a mesma conduta afrontosa e indisciplinada.

Não poderia resultar em algo diferente do que ora estamos presenciando e que a mídia vem divulgando com uma preocupante frequência. E quantos casos ainda ficam no anonimato?

Perguntas que não querem calar entre os professores:

* Quem protege e defende os estudantes que vêm à escola para aprender e lutar por um futuro melhor? Com esses não há preocupação?
* A legislação de proteção à criança e ao adolescente só é invocada para defender quem ultrapassa todos os limites da civilidade e se acha sempre vítima do sistema quando é punido?
* Como formar uma geração de profissionais competentes, que sonhem alto e empreendam os melhores esforços para se destacarem nas áreas que optarem para exercer sua profissão, quando se tem que parar o desenvolvimento dos conteúdos para se ocupar daqueles que perturbam e comprometem o bom ambiente para os estudos?

Urge resgatar o poder de autoridade da escola, dos professores – responsáveis pela educação do ser humano – sob pena de se formar uma geração de pessoas sem limites, capazes de qualquer ato para satisfazerem seus interesses e vontades. Isso é nocivo para qualquer sociedade. É preciso criar uma nova cultura organizacional nas escolas que garanta, aos educadores, um espaço de respeito à sua dignidade enquanto pessoa e profissional.

Por fim, o currículo oculto de uma instituição revela se ali é um espaço onde se cultivam e difundem os valores:

* Do respeito – entendido como caminho de mão dupla, em que é necessário respeitar para ser respeitado.
* Da responsabilidade – traduzida pela competência e pelo comprometimento, importando-se em fazer bem feito o que precisa ser feito.
* Na vivência da espiritualidade – forma de desenvolver a força interior, as potencialidades do ser, as emoções positivas."

Marisa Crivelaro da Silva é graduada em Letras, pós-graduada em Psicopedagogia e Docência do Ensino Superior, mestre em Educação, MBA em Gestão Educacional. Diretora do Colégio Marista Sant’Ana/Uruguaiana-RS, docente e coordenadora do curso Pedagogia da PUCRS/Campus Uruguaiana, Coordenadora da comissão de estágio supervisionado do referido curso.
Contato: criversil@gmail.com

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Não roubarás

Bom dia!

Não consegui ainda recortar os trechos dos DVDs que prometi, mas vou fazê-lo assim que possível ok pessoal?

Ontem, ao deitar, só o que vinha a minha cabeça era essa passagem tão bonita, que eu já havia colocado no meu perfil do orkut algum tempo atrás:

"Existe apenas um pecado, um só. E esse pecado é roubar. Qualquer outro é simplesmente uma variação do roubo. Quando você mata um homem, está roubando uma vida — disse baba.
— Está roubando da esposa o direito de ter um marido, roubando dos filhos um pai.
Quando mente, está roubando de alguém o direito de saber a verdade. Quando trapaceia, está
roubando o direito à justiça.

— Não há ato mais infame do que roubar, Amir — prosseguiu ele. — Um homem que se apropria do que não é seu, seja uma vida ou uma fatia de naan... Cuspo nesse homem..."

Do livro O Caçador de Pipas.

*Esclerecendo... Naan = pão

Quem puder ler este livro, por favor o faça. É forte e incrível ao mesmo tempo. Para indicar a alunos, eu sugiro que estes sejam de ensino médio - como falei, ele é forte, principalmente em determinado momento do livro, o que exige um discernimento maior por parte do leitor. Mas vale muuuito a pena! O filme é um dos poucos que você, quando acaba de assistir, pode dizer: "É igualzinho ao que eu imaginava quando lia!" Não deixa nada a desejar.

Essa é a dica para começar a semana, talvez até utilizando este trecho para se fazer uma reflexão com seus alunos sobre valores, que tal?

Até amanhã