segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Para onde estamos indo?

É impressionante a quantidade de notícias terríveis que aparecem nos jornais, telejornais, revistas, sites, etc. Já reparou no Jornal Nacional, por exemplo? Cito ele, pois acredito que a maioria dos brasileiros o assistam...

Já enquanto estão dando as manchetes é de se perguntar: "Certo, e aconteceu alguma coisa boa?" Só desgraça, minha gente! Parece que quanto mais trabalhos voluntários, ongs, fundações, propagandas pela vida, são dilvulgados, mas violência é gerada.

Ontem estava assintindo a um programa na TV e passaram a história do torcedor do São Paulo que morreu no último jogo de seu time. Confesso que vi algumas chamadas durante a semana na Internet, mas não cliquei para saber mais detalhes - tem horas que ou você acompanha e sente-se desesperado por estar num mundo tão pertubado ou simplesmente ignora para poder viver em paz. Sinceramente, me deu vontade de chorar. Meu Deus, o que foi aquilo? Que brutalidade e ignorância! O próprio policial que matou o rapaz mostrou-se atordoado logo em seguida, quando viu o que tinha feito. Agiu por instinto? É bicho? Raiva de algo que gostaria de descontar e "usou" um desconhecido para fazê-lo? NADA justifica!

E esse é apenas um dos casos, infelizmente, filmado e mostrado a todo o País. Imagino a família assistindo a morte do seu aprente várias vezes por dia, vendo principalmente que ele havia erguido as mãos em sinal de rendimento. Estava em paz.

Temos o caso do pai que fez a mulher e o filho se jogarem pela janela do apartamento.

Temos o caso do "bicho" - nem é essa palavra mais adequada, até porque bichos mesmo não fazem este tipo de barbaridade - que estuprou e matou uma menina de 9 anos, e não contente ainda deixou a garota numa rodoviária.

Filhos matando os pais; pais matando filhos. Estupros. Assassinatos a sangue frio. Mãe sequestrando os próprios filhos por dinheiro.

Pessoas matando por matar, por bobagem, por prazer... Loucos? Pessoas ruins? Ganância? Egoísmo?

Meus Deus como é desesperador! Não é uma assunto que eu gostaria de tratar neste blog, mas infelizmente é necessário, pois trata-se também de educação, de vida e valores. Onde eles estão? Onde está a vontade de viver? De deixar viver? De alimentar sonhos, ajudar, prosperar, amar?

Estamos caminhando para 2009. O que veremos nas retrospectivas de 2008? Poderemos nos orgulhar de algo depois de colocar na balança as coisas boas e as ruins?

Hora de repensar nossas atitudes, nossos valores e o que queremos ver nos jornais em 2009.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Beleza

Estava procurando uns textos na internet e me deparei com este, tão bonito e emocionante. Não, não estou triste, nem com o coração partido... é só admiração mesmo. Obrigada, Jorge, pela autorização.


Poema da despedida

(Jorge Luiz Vargas)

Um dia, quando chegar a hora

Da sua despedida

E você tiver que ir embora

Mesmo que eu sinta profunda tristeza

Prefiro que não me olhe

Queria que sua despedida

Fosse como a da tarde em relação ao dia

Dando lugar à minha lua para iluminar a noite

Que depois cede seu lugar ao sol

Para iluminar e aquecer um novo dia

Queria que sua despedida

Tivesse a leveza de um botão desabrochando em flor

Com cor e perfume para alegrar um coração apaixonado

O mesmo coração que um dia você se plantou

Queria que sua despedida

Deixasse em meu coração um lindo jardim

Com rosas, margaridas, orquídeas

Plantadas por você e com seu jeito de gostar de mim

Queria que sua despedida

Fosse como a calmaria do mar

Tranqüila, serena sem fazer marola

Onde eu possa com minha nau navegar

Sem sobressaltos

Queria que sua despedida

Fosse como a corrente dos rios

Que ao encontrarem seu destino, o mar

Lá deixe todas as tristezas e mágoas

Se acaso elas existirem

Queria que sua despedida

Fosse como a lua se despede do sol

Como o dia da noite

Como as estrelas se vão, apenas deixando de brilhar

Mas elas sempre estão lá

Queria que você, ao se despedir de mim,

Não falasse nada. Não dissesse nada...

Apenas deixe de brilhar e transforme em silêncio

A certeza de que permanecerá em meu coração

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