sexta-feira, 28 de março de 2008

Cadê a educação que estava aqui?

... O egoísmo "comeu"!

Mais uma vez, o dia foi complicado, não deu para postar. Mas veja como essa vida é louca. No mesmo dia que fui valorizada pelo meu trabalho, o mesmo foi menosprezado com total falta de educação.

Vou erguer mais uma vez, e como tantas pessoas, a bandeira da educação! Gente, o que é isso?! Tentar denegrir o trabalho alheio só para não pagar o que deve... pode? Isso é um desabafo, pois a falta de educação que as pessoas têm umas com as outras está tomando rumos incríveis. Por isso tanta guerra, discódia... eu mesma diante desta situação, pela primeira vez, não fiquei calada e respondi à altura.

Não pude deixar uma pessoa que mal vi na vida falar naquele tom comigo. Já estava a ponto de explodir em relação bem a isso, a essa desvalorização de meu trabalho, mas pior que não ser reconhecio é ser denigrido. E foi por esse motivo que não "deixei passar". Luto há alguns anos para fazer meu trabalho cada vez melhor - e ele o está, com certeza -, para uma pessoas sem profissionalismo nenhum falar neste tom agressivo comigo.

É por isso que há tanta intolerância e violência crescendo. As pessoas só precisam sentir-se bem, reconhecidas por seus esforços (o que não custa nada para ninguém, basta atenção ao outro ao invés de ficar olhando para o próprio umbigo o tempo todo). Pessoas pacíficas acumulam este tipo de atitude (ou melhor, a falta dela) e acabam estourando um dia.

A educação que precisa melhorar não é só a passada pela escola, mas a que temos que exercer todos os dias, desdo o bom dia.

Por favor, mais altruísmo e, principalmente, respeito!

quarta-feira, 26 de março de 2008

Reflexões

Bom dia! Mais um dia se passou e mais alguns estão por vir. O importante é olhar para trás e entender onde e porquê errou, para não repetir os mesmos enganos.

Ouvi a leitura de um texto muito interessante hoje, que tem tudo a ver comigo, meus sentimentos ultimamente. Achei um outro também muito importante, que pode nos fazer refletir muito.

"Que eu continue a acreditar no outro mesmo sabendo de alguns valores tão esquisitos que permeiam o mundo;
Que eu continue otimista, mesmo sabendo que o futuro que nos espera nem sempre é tão alegre;
Que eu continue com a vontade de viver, mesmo sabendo que a vida é, em muitos momentos, uma lição difícil de ser aprendida;
Que eu permaneça com a vontade de ter grandes amigos(as), mesmo sabendo que com as voltas do mundo, eles(as) vão indo embora de nossas vidas;
Que eu realimente sempre a vontade de ajudar as pessoas, mesmo sabendo que muitas delas são incapazes de ver, sentir, entender ou utilizar esta ajuda;

Que eu mantenha meu equilíbrio, mesmo sabendo que os desafios são inúmeros ao longo do caminho;
Que eu exteriorize a vontade de amar, entendendo que amar não é sentimento de posse, é sentimento de doação;
Que eu sustente a luz e o brilho no olhar, mesmo sabendo que muitas coisas que vejo no mundo, escurecem meus olhos;
Que eu retroalimente minha garra, mesmo sabendo que a derrota e a perda são ingredientes tão fortes quanto o sucesso e a alegria;

Que eu atenda sempre mais à minha intuição, que sinaliza o que de mais autêntico possuo;
Que eu pratique sempre mais o sentimento de justiça, mesmo em meio à turbulência dos interesses;
Que eu não perca o meu forte abraço, e o distribua sempre;
Que eu perpetue a beleza e o brilho de ver, mesmo sabendo que as lágrimas também brotam dos meus olhos;
Que eu manifeste o amor por minha família, mesmo sabendo que ela muitas vezes me exige muito para manter sua harmonia;
Que eu acalente a vontade de ser grande, mesmo sabendo que minha parcela de contribuição no mundo é pequena;

E, acima de tudo...
Que eu lembre sempre que todos nós fazemos parte desta maravilhosa teia chamada vida, criada por alguém bem superior a todos nós!
E que as grandes mudanças não ocorrem por grandes feitos de alguns e, sim, nas pequenas parcelas cotidianas de todos nós! "

Oração de Chico Xavier

terça-feira, 25 de março de 2008

Big Brother

Credo! Estava quase esquecendo de postar aqui hoje! Tanta coisa... Na verdade estou bem envolvida com o Big Brother, que muitos acham fútil e que não leva a lugar algum, mas eu não penso assim - e com certeza não sou a única!

É impressionante o quanto algumas pessoas (tipo eu) se apegam aos jogadores. Às vezes, falo como se fossem algum parente ou amigo, tamanha a cumplicidade que acabamos por ter. Cada notícia, novidade, estou de olho, como fala o prórpio Pedro Bial.

E por que toda essa curiosidade? As pessoas, naturalmente, já gostam de saber da vida dos outros. Mas acho que o mais legal é você ver pessoas tão diferentes dentro da mesma casa com realidades totalmente diferentes. O quanto as pessoas podem ser generosas, arrogantes, medíocres (nos entido de se contentar com pouco mesmo, estar na média), descontroladas... E isso é o mundo, não só lá dentro. Aqui, no "mundo real" como eles dizem, temos todods esses tipos de pessoas, fazendo ceninhas o tempo todo, se comportando na nossa frente de determinada forma e falando de nós para terceiros de outra. Só que não podemos gravar nada quando não estamos vendo e nos defender de certos atos.

E quando descobrimos certas verdades? Nossa, pelo menos em mim dá náuseas... A falsidade às vezes está mascarada de anjo, amigo, companheiro... Muitas vezes não nos damos conta de que estamos nos envolvendo, e quando percebemos, parece que colocam uma placa em nosso rosto, como costumo dizer, dando atestado de idiota.

O mundo pode ser cruel. Aliás, não coloquemos a culpa nele, mas nas pessoas que fazem de tudo por si. Como diz uma amigo, todos somos egoístas, uns mais, outros menos. Agora concordo, pois passei a analisar melhor minhas atitudes. Mas tudo tem um limite, e quando esse egoísmo ultrapassa a barreira do que me faz bem e não interfere na vida do outro...

Vamos assistir mais Big Brother! Se analisarmos bem, nós vamos aprender muito sobre o comportamento humano e podemos colocar isso na nossa vida. Sem o 1 milhão, claro! rs

Ah! E só para completar, não foi só o programa que me fez esquecer de escrever - foi a análise que tenho feito do comportamento humano.

Até

segunda-feira, 24 de março de 2008

MUDAR

Alguns dias sem postar nada e sem muitas novidades... Mas como eu queria que isso fosse diferente! Não gosto de rotina e, infelizmente, parece que ela me adora! rs

Passei um feriado muito bom, tranqüilo, mas eu quero mais. Tenho sede de mudança.

Hoje vou colocar um texto de Clarice Lispector que peguei do blog da Claudia Jimenez (link em Sites que Valem a Pena). Me descreve completamente... Um pouco longo, mas com certeza vale a pena.

MUDAR

Mude, mas comece devagar, porque a direção é mais
importante que a velocidade.

Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho, ande por outras ruas,
calmamente, observando com atenção os lugares por
onde você passa.
Tome outros ônibus. Mude por uns tempos o estilo das

roupas. Dê os teus sapatos velhos. Procure andar
descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia,
ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas. Abra e feche as
gavetas e portas com a mão esquerda. Durma no outro lado
da cama... depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de tv, compre outros jornais...
leia outros livros, viva outros romances.

Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.

Durma mais tarde.
Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.
Corrija a postura. Coma um pouco menos, escolha comidas
diferentes, novos temperos, novas cores, novas delícias.
Tente o novo todo dia.
o novo lado,
o novo método,
o novo sabor,
o novo jeito,
o novo prazer,

o novo amor.
a nova vida.
Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes,

tome outro tipo de bebida
compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado... outra marca de sabonete,
outro creme dental... tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.
Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de carro,

compre novos óculos, escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios, quebre delicadamente esses
horrorosos despertadores.
Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros,
outros teatros, visite novos museus.
Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as.
Seja criativo. E aproveite para fazer uma viagem
despretensiosa, longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.

Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas
piores do que as já conhecidas, mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança,
o movimento,
o dinamismo,
a energia.
Só o que está morto não muda !

Repito por pura alegria de viver:
a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não vale a pena!!!!

Clarice Lispector

quarta-feira, 19 de março de 2008

Dúvidas

O que eu sei é que quero escrever. Porém, sobre o que? Cada dia penso em uma coisa, um tema, todos interessantes à sua maneira (pelo menos para mim).

Quero que este blog seja mais voltado à educação, área que atuo. Mas leio muitos blogs, a grande maioria de artistas, e são muitos os assuntos. Aliás, adoro celebridades. Sou do tipo que vê fofoca mesmo, adoro estar a par do que acontece no mundo "celebrity". Motivo? Vidas interessantes, fora da rotina.

E essa é a contradição qu eu adoro em mim: me permitir gostar do que é sólido, imprescindível, que acrescente cultura, voluntariado e ao mesmo tempo gostar do que não vai mudar em nada a minha vida (saber da vida dos outros, como vivem), "notícias" fresquinhas de um mundo distante do meu.

Mas quer saber, será que não me acrescentam nada mesmo? Duvido! Aprendi muita coisa depois que comecei a "interagir" com esse mundo. Me anima a várias coisas, a sonhar, a tentar chegar aos meus objetivos.

Acho que não acabei, então, em um próximo post continuo mostrando meu lado da vida.

Até

terça-feira, 18 de março de 2008

Linguagem

Bom dia!

Hoje vou comentar um pouco sobre minha pesquisa monográfica, cujo tema foi "As diferentes linguagens utilizadas nas campanhas publicitárias". Um assunto muito interessante, que amplia nossa visão sobre a utilização da nossa língua.

Como objeto de estudo, foi utilizada a campanha da Dove Verão sem Vergonha. Abordei desde a origem da linguagem, passando por suas funções, linguagem publicitária e suas nuanças (aspectos fonológicos, sintáticos, morfológicos) e a análise das peças (outdoor, anúncio em revista).




Enfim, um trabalho que nos tira da limitação da língua como "gramatiquês" e nos mostra uma possibilidade mais ampla de utilização.

Em breve, a colocarei à disposição para consultas.

Até

segunda-feira, 17 de março de 2008

Segunda-feira


Além de escrever, também gosto de tirar fotos. Não de tirar por tirar, mas para tentar mostrar a essência das coisas, os momentos comuns e simples que nos fazem felizes.

Simples assim: uma árvore, numa manhã de março, sol e flores, indo trabalhar.

É isso que as pessoas deveriam valorizar cada dia mais... a vida. Às vezes a gente desperdiça nosso tempo com cada coisa sem importância, e a vida vai passando. E o que a gente leva daqui? O que nos faz realmente felizes? E se nos dermos ao luxo de vivermos como queremos (pois como sabemos, a vida é curta e logo acaba - e o que teremos feito dela?)?

Poucos são os que têm coragem de mudar, revirar a própria vida, arriscar. Um dia, eu que vou tentar.

Uma ótima semana.

Até

domingo, 16 de março de 2008

Quem morre

Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não
encontra graça em si mesmo.

Morre lentamente quem destrói seu amor próprio, quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os
dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma
nova cor ou não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem evita uma paixão e seu redemoinho de emoções,
justamente as que resgatam o brilho dos olhos e os corações aos tropeços.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho
ou amor, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho,
quem não se permite, pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos
sensatos...

Viva hoje!
Arrisque hoje!
Faça hoje!
Não se deixe morrer lentamente!

Pablo Neruda

Bom domingo e até amanhã!

sábado, 15 de março de 2008

É Proibido

É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.

É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,

Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.
É proibido deixar os amigos

Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,

Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.
É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,

Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,

Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se
desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,

Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.
É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,

Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.
É proibido não buscar a felicidade,

Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.

Pablo Neruda

sexta-feira, 14 de março de 2008

A educação de hoje, mas não de sempre

Assisti ao programa Repórter Record, apresentado toda segunda-feira, cujo tema era “Educação: o caminho do futuro” (19.11.07).

Sou formada em Letras, assim, para finalizar minha graduação, precisei realizar o chamado estágio obrigatório. Confesso que ficava desesperada. Logo de cara, eu e meu grupo fomos a um colégio situado em um bairro de classe alta. A estrutura física não deixava nada a desejar, os professores e coordenadores foram muito atenciosos. Contudo, imagine o tamanho da nossa surpresa quando nos informaram que a nossa turma não era uma turma qualquer, de determinada série: colocaram em uma mesma classe somente os alunos indisciplinados da escola da 6ª a 8ª série. Sim, prestaram atenção: somente os alunos indisciplinados.

Outra surpresa: foram meus melhores alunos! Participaram de todas as atividades, nos respeitaram, foram muito educados, atenciosos, enfim, nos surpreenderam. Sabendo da situação da educação do nosso país, esperávamos um filme de terror. Então, isso até deu um ânimo.

Alguns meses depois, mais uma escola. O bairro um pouco mais simples, com mais alunos da periferia. 5ª série. Tenho de ser mais que sincera neste momento: quase fiquei louca! A falta de educação, de respeito e o desinteresse reinam absolutos. Nem a própria professora da classe “dava conta do recado”, imagine a situação dos estagiários. A didática da professora era péssima (e olha que eu estava iniciando nesse campo). Lembro dos alunos gritando, se batendo, correndo pelos corredores...

Mais uma etapa. Estrutura? Boa. Organização? Também. Atenção dos professores da escola? Péssima. Aliás, uma ressalva aqui – a professora regente das classes não apareceu em nenhum dia em que estive presente na escola (nem cheguei a ver a professora). O que nos questionávamos era como isso poderia acontecer em uma escola. A professora simplesmente não aparece e deixa os alunos sem aula? Se não fossemos nós, os estagiários, aqueles estudantes teriam perdido a noite de aula e muito conteúdo pela falta de comprometimento dessa “profissional”.

Passada essa experiência, não tão traumatizante quanto os alunos da tal 5ª série, tivemos a oportunidade de fazer o melhor e ver o melhor. Aula de verdade, com uma professora responsável, capacitada, que motiva seus alunos. Nossas aulas foram ótimas.Fiquei muito feliz – e muito triste de ter de deixá-los ao final desse período. Foi, realmente, recompensador. Essa foi a terceira escola na qual estivemos.

O que tudo isso tem a ver? Claro, é apenas a visão de uma estagiária, mas com certeza é o que a maioria dos professores presenciam dia-a-dia. No programa, a qual me referi no começo deste texto, foram mostradas realidades mais distantes (tanto geograficamente como culturalmente/socialmente), mas com certas coincidências. Alunos indisciplinados, escolas sem estrutura, professores sem preparo e muitos estudantes com sonhos a serem realizados, com esperanças.

É de chorar a situação da educação pública de nosso país. São poucos anos de República, Independência, fim da escravidão, até mesmo de descobrimento – se compararmos com as grandes potências –, porém, continuamos com crianças que precisam deixar a escola para cuidar dos irmãos, negros e índios sem oportunidade, falta de escolas dignas, material didático... São inúmeros os problemas, mas talvez o pior deles seja a falta de honestidade, de vontade de mudar, de ajudar. Eu, como professora (não atuante, preciso ressaltar), vendo esse programa me senti muito responsável por esta situação. Fiquei pensando o que eu poderia fazer, qual seria a minha parte. Trabalho voluntário, divulgação da importância da educação (isso é necessário?), doações de livros, projetos que auxiliam comunidades mais pobres... tudo me passou pela cabeça.

Na verdade, faltou uma parte de minha experiência como professora. Fiz parte da Alfabetização Solidária. Ensinei pessoas que poderiam ser meus pais, ou até avós, a lerem o próprio nome. E isso, com certeza, me fez muito feliz! Me senti muito mais participativa, importante; responsável por mudar o futuro de alguém, do Brasil. Tirar essas pessoas das tristes estatísticas.

Será que mais pessoas, professores e educadores desse País sentem essa mesma responsabilidade que eu senti? Aliás, não precisam ser só esses profissionais, mas também os cidadãos com um pouco mais de estudo, conhecimento, condição social. Será que um dia poderemos provar que a união faz a força? Será que um dia teremos a mesma vontade de vencer que temos ao torcer pela seleção nas Copas, para lutarmos juntos, em todo o Brasil, pela educação, por um futuro melhor, mais digno e seguro?

Até

quinta-feira, 13 de março de 2008

Uma apologia à próxima geração de professores

A arte de ensinar alguém a ler é, para quem está de fora, tremendamente simples, mas para o executor, um processo de difícil desempenho. O fato é que hoje o foco está no ato de aprender.

E a preparação do professor para conduzir, orientar e propiciar a aprendizagem, como deve ser? Justamente isso está gerando inúmeras opiniões.

A polêmica
Principalmente nos grandes centros e universidades, surgiu uma das mais polêmicas discussões da área educacional contemporânea: qual o tipo de formação que deveria ter a professora envolvida com o processo de alfabetização, ou melhor, de letramento (como se denomina atualmente).

Todos que estão envolvidos na área educacional sabem muito bem que essa é uma tarefa que requer formação em Magistério ou Pedagogia. Porém, opiniões divergentes existem.

Fundamentando os questionamentos
A pedagoga traz toda a formação na área das teorias de aprendizagem, psicologia da criança, didática, além de métodos de ensino e aprendizagem, porém, lhe falta o conhecimento mais profundo nas áreas de gêneros literários. Conseqüentemente, essa profissional acaba, muitas vezes, desenvolvendo um processo de construção do conhecimento baseado em palavras e frases, e não na construção do conhecimento da Língua propriamente dita.

Essa técnica pode acarretar para os estudantes o aprendizado de uma leitura mecanizada, com dificuldades na área compreensão e interpretação dos textos, ou seja, o que chamamos de analfabetos funcionais (lêem, mas não conseguem usar a Língua como um instrumental da aprendizagem para outras disciplinas).

Entendendo o processo, podemos entender o resultado: eles não sabem matemática porque não entenderam o que estava escrito no enunciado, ou ainda, não compreendem o que relata o problema. Não conhecem História porque não sabem o real significado das palavras ditas pelo professor, escritas no livro. Não conhecem Geografia porque não conseguem ler um mapa.

Já a especialista em Letras, que conhece muitíssimo bem os gêneros literários, não tem os conhecimentos pedagógicos e da evolução intelectual das crianças como a pedagoga. Falta-lhe um aprofundamento necessário para trabalhar com jovens em faixa etária de alfabetização, apesar de estudar Psicologia, Didática e Metodologia de Ensino em seu curso.

Em busca de solução
Se analisarmos logicamente, podemos refletir que o primeiro contato da criança com a Língua é o de ouvir os sons. Depois vem a fala.

No processo de alfabetização existem algumas etapas a serem seguidas, porém, muitas vezes, a fase seqüente (fala) é eliminada e passa-se direto para a escrita. Esse ato pode ser justificado pelo fato de a criança brasileira ter naturalmente a oratória bem desenvolvida. Entretanto, como as turmas são muito grandes, uma atividade nesse sentido fica impossibilitada de ser realizada.

Também pode ser argumentado, de maneira muito correta, que para atingir realmente o letramento, a criança precisa construir sua escrita, diferenciar os gêneros, escrever muito e ter ao seu lado um professor-orientador e facilitador desse processo.

Dessa forma, se o educando passa pela etapa em que desenvolve sua comunicação oral, a escrita vem facilmente como uma conseqüência porque a natureza do processo de desenvolvimento é seguida.

A maior importância, portanto, não está na graduação do professor responsável por essa fase, mas, sim, nos conhecimentos que ele domina. Muitos profissionais de educação acreditam que seria uma excelente solução um trabalho interdisciplinar: profissionais com pleno domínio da Língua Portuguesa e pedagogos trabalhando em equipe.

O texto é de Gilda Lück, mestre em Educação pelo Lesley College (EUA) e doutora em Engenharia da Produção. Colaboração: Priscila Conte. (Sim, eu! rs) Publicado em Agosto de 2006 na revista Profissão Mestre.

Até

quarta-feira, 12 de março de 2008

Erros e acertos – pratique! FINAL

"E se lhe pedirem um texto contando sobre sua experiência na área educacional ou especialização, ou sobre sua escola, os eventos que acontecem nela... Existem várias possibilidades de que isso ocorra. Então, esteja mais preparado ainda. Procure saber quem lerá seu texto, ou seja, para que tipo de público você vai escrever. Pode parecer bobagem em um primeiro momento, mas isso é importantíssimo. Atenda aos mais diversos públicos, pensando em fazer-se entender desde o mais leigo dos leitores, que desconhece o assunto sobre o qual você está escrevendo, até a pessoa que talvez saiba um pouco mais.

Um passo-a-passo que pode ajudar:

  • Procure saber para que tipo de público você vai escrever.
  • Se for para uma área que você ainda não tenha entrado em contato, como releases, revistas direcionadas e publicidade, busque o tipo de linguagem que deve ser utilizada (sim, a linguagem muda de acordo com o veículo).
  • Feito isso, faça uma lista contendo o tema que deve ser abordado e o que você deseja falar sobre ele. Esse será seu roteiro; procure segui-lo.
  • Comece seu texto, sempre “colando” do roteiro para não esquecer nenhum ponto relevante e nem fugir ao tema.
  • Acabou o texto? Certo, então agora é o momento de fazer a leitura. Procure um ambiente calmo, silencioso, para que você possa se concentrar. Preste atenção primeiro no conteúdo, se ele está de acordo com seu roteiro. Depois, na segunda leitura (sim, escrever bem dá trabalho!), verifique as pausas – vírgula, ponto-e-vírgula, exclamação –, a ortografia correta das palavras, coesão. Enfim, toda a parte gramatical.
  • Passe as correções para o texto original. Está na hora da última leitura.
Tudo certo? Sem erros, sem fugir do tema, com o tipo de linguagem correta? Agora, então, é só entregá-lo. Até você se acostumar com esse trabalho, alguns erros ainda podem aparecer. Entretanto, se conseguir seguir o passo-a-passo sempre que for escrever, em até três meses seus textos chegarão a um nível de qualidade muito bom.

Não esqueça: um bom texto é uma questão de prática. Não deixe de escrever se surgirem algumas críticas no começo. Faça delas um estímulo para melhorar sempre."

Amanhã, texto sobre a nova geração de professores.

Até

terça-feira, 11 de março de 2008

Erros e acertos – pratique! PARTE 2

"Pois se você, gestor, ficou com a segunda opção, está na hora de rever seus conceitos – e as famosas regrinhas! Todos usamos a Língua Portuguesa diariamente, porém, não são poucos os profissionais que tropeçam em seus erros, tanto na fala quanto na escrita. E nem sempre esses deslizes ocorrem por falta de conhecimento, mas, sim, falta de atenção.

Outro motivo freqüente que leva textos a uma desqualificação é a falta da leitura completa antes de entregar ou enviá-lo. Pular esse passo, que considero um dos mais importantes na hora de redigir um texto, provavelmente deixará passar falhas na digitação, muitas palavras repetidas, parágrafos mal construídos e talvez até o momento em que o autor perdeu o foco do tema.

Você, como líder em sua escola, não pode mandar um comunicado aos professores marcando a reunião pedagógica com esses “delitos” contra a Língua Portuguesa. E deveria passar essa advertência para seus colaboradores também. Nada mais feio numa instituição de ensino do que ver que seus integrantes principais não são amigos da leitura e, muito menos, da gramática

Para que esses erros não ocorram dentro da sua escola, procure aperfeiçoar seu Português com muita leitura. Porém, não de qualquer fonte. São muitos também os meios de comunicação que deixam a desejar neste quesito. Selecione livros que tenham sido revisados (de preferência, por profissionais especializados em Língua Portuguesa). Dessa forma, você amplia seu vocabulário e consegue perceber melhor a importância, por exemplo, do uso correto da vírgula – mas atenção: para isso, você precisa ler o texto utilizando as pausas contidas nele.

Além disso, sempre que tiver alguma dúvida, não hesite em pesquisar em dicionários de autores renomados, como o Aurélio e Houaiss. Se precisar de uma ajuda quanto à regência de determinadas palavras, tanto verbal como nominal, existem dicionários também especializados nessa área."

Amanhã, última parte com dicas certo?

Até

segunda-feira, 10 de março de 2008

Erros e acertos – pratique! PART E 1

Nesse primeiro post vou começar mostrando minha essência: um texto escrito por mim sobre revisão (minha paixão, profissão). Minha intenção - não só com esse texto, mas para todos os seguintes - é ajudar a melhorar um pouquinho mais a vida dos profissionais da educação, que assim como eu acreditam que quando um trabalho é feito com dedicação e carinho pode-se chegar longe.

Ele foi enviado também no Jornal Virtual Gestão Educacional, um semarário enviado para mais de 10 mil cadastrados da Humana Editorial direcionado a gestores escolares.

Como ficaria muito extenso, lá vai a primeira parte. Nos próximos posts colocarei o restante, contendo inclusive dicas de como escrever um bom texto. Não esqueçam de comentar...

"Com certeza, você já ouviu muitas pérolas de pessoas que, infelizmente, por serem famosas têm seus erros escancarados para todos. E são motivo de piadinhas por isso.

Entretanto, não são apenas elas que cometem gafes com o próprio idioma. Erros, muitas vezes, grotescos, são praticados quase que diariamente por profissionais de todas as áreas, inclusive da educação, que não têm a preocupação em aperfeiçoar seu Português.

São faixas anunciando 'limpesa' de carro, e-mails solicitando o 'relatório que voçê ficou de me mandar', vírgulas nos lugares mais incorretos das frases, fora os erros de concordância do tipo 'a gente vamos se encontrar hoje?' – que, francamente, acaba com qualquer encontro!

Você deve estar se perguntando: 'Mas será que eu preciso fazer um curso de Português? Para que se eu já aprendi tudo na escola?' Será que aprendeu mesmo ou decorou boa parte daquelas regrinhas 'chatas' apenas para passar de ano? "

Até