segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Para onde estamos indo?

É impressionante a quantidade de notícias terríveis que aparecem nos jornais, telejornais, revistas, sites, etc. Já reparou no Jornal Nacional, por exemplo? Cito ele, pois acredito que a maioria dos brasileiros o assistam...

Já enquanto estão dando as manchetes é de se perguntar: "Certo, e aconteceu alguma coisa boa?" Só desgraça, minha gente! Parece que quanto mais trabalhos voluntários, ongs, fundações, propagandas pela vida, são dilvulgados, mas violência é gerada.

Ontem estava assintindo a um programa na TV e passaram a história do torcedor do São Paulo que morreu no último jogo de seu time. Confesso que vi algumas chamadas durante a semana na Internet, mas não cliquei para saber mais detalhes - tem horas que ou você acompanha e sente-se desesperado por estar num mundo tão pertubado ou simplesmente ignora para poder viver em paz. Sinceramente, me deu vontade de chorar. Meu Deus, o que foi aquilo? Que brutalidade e ignorância! O próprio policial que matou o rapaz mostrou-se atordoado logo em seguida, quando viu o que tinha feito. Agiu por instinto? É bicho? Raiva de algo que gostaria de descontar e "usou" um desconhecido para fazê-lo? NADA justifica!

E esse é apenas um dos casos, infelizmente, filmado e mostrado a todo o País. Imagino a família assistindo a morte do seu aprente várias vezes por dia, vendo principalmente que ele havia erguido as mãos em sinal de rendimento. Estava em paz.

Temos o caso do pai que fez a mulher e o filho se jogarem pela janela do apartamento.

Temos o caso do "bicho" - nem é essa palavra mais adequada, até porque bichos mesmo não fazem este tipo de barbaridade - que estuprou e matou uma menina de 9 anos, e não contente ainda deixou a garota numa rodoviária.

Filhos matando os pais; pais matando filhos. Estupros. Assassinatos a sangue frio. Mãe sequestrando os próprios filhos por dinheiro.

Pessoas matando por matar, por bobagem, por prazer... Loucos? Pessoas ruins? Ganância? Egoísmo?

Meus Deus como é desesperador! Não é uma assunto que eu gostaria de tratar neste blog, mas infelizmente é necessário, pois trata-se também de educação, de vida e valores. Onde eles estão? Onde está a vontade de viver? De deixar viver? De alimentar sonhos, ajudar, prosperar, amar?

Estamos caminhando para 2009. O que veremos nas retrospectivas de 2008? Poderemos nos orgulhar de algo depois de colocar na balança as coisas boas e as ruins?

Hora de repensar nossas atitudes, nossos valores e o que queremos ver nos jornais em 2009.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Beleza

Estava procurando uns textos na internet e me deparei com este, tão bonito e emocionante. Não, não estou triste, nem com o coração partido... é só admiração mesmo. Obrigada, Jorge, pela autorização.


Poema da despedida

(Jorge Luiz Vargas)

Um dia, quando chegar a hora

Da sua despedida

E você tiver que ir embora

Mesmo que eu sinta profunda tristeza

Prefiro que não me olhe

Queria que sua despedida

Fosse como a da tarde em relação ao dia

Dando lugar à minha lua para iluminar a noite

Que depois cede seu lugar ao sol

Para iluminar e aquecer um novo dia

Queria que sua despedida

Tivesse a leveza de um botão desabrochando em flor

Com cor e perfume para alegrar um coração apaixonado

O mesmo coração que um dia você se plantou

Queria que sua despedida

Deixasse em meu coração um lindo jardim

Com rosas, margaridas, orquídeas

Plantadas por você e com seu jeito de gostar de mim

Queria que sua despedida

Fosse como a calmaria do mar

Tranqüila, serena sem fazer marola

Onde eu possa com minha nau navegar

Sem sobressaltos

Queria que sua despedida

Fosse como a corrente dos rios

Que ao encontrarem seu destino, o mar

Lá deixe todas as tristezas e mágoas

Se acaso elas existirem

Queria que sua despedida

Fosse como a lua se despede do sol

Como o dia da noite

Como as estrelas se vão, apenas deixando de brilhar

Mas elas sempre estão lá

Queria que você, ao se despedir de mim,

Não falasse nada. Não dissesse nada...

Apenas deixe de brilhar e transforme em silêncio

A certeza de que permanecerá em meu coração

http://www.amorempoesia.com.br/visualizar.php?idt=1007678

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Balanço

Neste mês de outubro, pude sentir que o próprio professor ainda sabe e reconhece sua importância. Mesmo com tantos comentários ruins que ouvimos sobre esta profissão, ainda há esperança, pois ainda existem pessoas comprometidas com seu trabalho.

Talvez, para mim, esta seja a área que o profissional mais precise de motivação para ir ao seu ambiente de trabalho todos os dias. Claro, como tantos outros empregos, tem a correria do dia-a-dia, horários a cumprir, pessoas a quem dar um retorno quando os problemas aparecem e, principalmente, resolvê-los. O trabalho, muitas vezes (para não dizer quase todos os dias), acompanha o professor até em casa.

Há o horário já programado na grade durante o período na escola para desenvolver atividades, mas a quantidade de turmas e alunos é muito superior aos poucos minutos reservados. Então, é preciso utilizar mais um tempinho em casa para isto. Não que outros profissionais não levem trabalho para casa, de forma alguma. Quantas vezes é necessário acabar um relatório que ficou pendente e é para o dia seguinte, escrever aquele texto que não saiu durante as 8 horas que você tinha para fazê-lo, fechar as contas do final do mês para poder pagar os salários dos funcionários da empresa no dia certo...

Porém, o relacionamento interpessoal que ele possui é bem maior. Diferente dos que trabalham com comércio, por exemplo, que lidam com várias pessoas por dia, o professor também faz isso, mas não acaba aí; elas não vão embora e, de repente, algum dia, podem voltar. Não. São pessoas com as quais ele vai ter contato durante um ano inteiro, às vezes por mais de uma hora por dia. Daí nasce uma intimidade maior, um conhecimento sobre a personalidade de cada um – apesar de serem muitos a lembrar, quantos são os educadores que conhecem cada um de seus alunos, suas qualidades e defeitos? Sabem que aquele aluno, daquela sala, está num dia daqueles, louco para aprontar? Ou que o da fileira perto da janela pode não estar se sentindo bem naquele dia?

É necessário um preparo emocional muito grande para ser professor. Tantas pessoas; tantos futuros dos quais ele fará parte e, de certa forma, será o responsável. E era sobre isso que tinha medo, que os próprios professores não soubessem desta importância. Me enganei, ainda bem.

Quero agradecer a todos que mandaram seus depoimentos, aos que foram publicados e aos que, infelizmente, não consegui. Cada dia mais, neste mundo cruel, com tantas barbaridades acontecendo, é essencial saber que o amor é citado várias vezes pelos educadores, tanto em relação ao que é ser professor quanto ao que é necessário transmitir aos alunos.

Não desistam! Vocês são fundamentais!

O meu muito obrigada.

Texto enviado pela e-zine Jornal Virtual Profissão Mestre

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Desejo a você

Este poema veio com um dos cometários do blog, Maria do Carmo.

Maria, obrigada! Desejo muito realizar tudo isso, e que você também o possa.

DESEJO A VOCÊ

Desejo a você...
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender uma nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas
De alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel...
E muito carinho meu.

Carlos Drummond de Andrade

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Eu não posso estar sozinha!

Esse texto foi enviado no Jornal Virtual Profissão Mestre Ano 6 Nº 82 – 27/08/2008

"Semana passada li mais uma reportagem nada animadora sobre a educação do nosso país. Você também deve ter visto, matéria de capa da revista Veja de 20 de agosto. Não sei bem quais palavras descreveriam melhor a sensação que tenho ao saber de nossa situação: seria tristeza, por tudo o que deixamos de realizar; talvez culpa – será que minha parte é maior do que eu imagino? Descrença de que existam pessoas que realmente não achem que educação é algo precioso, importantíssimo para toda uma nação. Também tem a frustração por trabalhar nesta idéia de que professores são parte essencial da sociedade e os próprios (alguns? Maioria?) não se valorizam!

Gostaria de saber se isso é coisa da minha cabeça, se outras pessoas também pensam como eu... Não é possível que ninguém se preocupe! Não vou acreditar nisso! Não posso!

“A nova geração não quer saber de estudar.” Ã? Há quem diga isso. Contudo, não quer mesmo ou não tem uma trilha para seguir? Sim, porque a pesquisa – e ela foi realizada em escolas públicas e particulares, ouvindo professores, pais e alunos, para que não haja nenhum argumento do tipo – mostra que a maioria, não sei se posso dizer, esmagadora, acredita que está tudo “ótimo ou bom”, que “os professores são adequadamente preparados para dar aula”, que a escola de hoje “prepara adequadamente para o futuro”.

Eu tenho muitas perguntas e pouquíssimas respostas. Também não adianta apenas respondê-las, é preciso fazer algo para mudar. E não vou jogar 100% da culpa no governo. Não é verdade! Vamos copiar para relembrar uma parte do texto: “ela foi realizada em escolas públicas e particulares, ouvindo professores, pais e alunos”. Para mim, esses sim são os que devem parar um pouco para pensar no que estão fazendo.

Pais, por favor, o que está acontecendo? Por que os filhos não são mais sua prioridade? A culpa é do trabalho, é preciso sustentar a casa... e o que vai sustentar a vida dos futuros adultos, profissionais, pais...? Quais os valores que vamos deixar para nossos filhos? Ok, o videogame é legal, divertido, mas o que será que leva uma pessoa a imaginar, sonhar, planejar? Livros! Leitura. Conversa entre família. Escola que dá prazer. Professores que têm como missão (seria mesmo esta palavra?) ensinar e aprender todos os dias. Principalmente aprender todos os dias. E sempre, cada vez mais.

Aí voltamos para a pesquisa: 90% dos professores se acham preparados para dar aula. Posição 52 e 53 em um ranking com 57 países. Ah se você pudesse ver minha expressão agora... Para tentar descrevê-la, mais um ponto de interrogação bastaria, mas cansei de utilizá-lo neste texto.

Reflexão, esta é minha intenção com o texto de hoje. O que cada um pode fazer para ajudar? Qual é o melhor caminho e atitude a seguir?

Depois deste desabafo (desculpe, meu caro leitor), uma boa notícia – para talvez os 10% que ainda restam: ficou pronto o DVD que você ajudou a escolher! DVD Gerenciamento de Sala de Aula. É com muito orgulho que gostaria de apresentar o nosso novo material, com um conteúdo pesquisado com muito cuidado – e não é porque o roteiro é meu não hein?! :) – e sempre direcionado a ajudá-lo em seu dia-a-dia.

Como foi você que escolheu o tema, nada mais justo que receba um preço especial por este produto."

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Vou-me Embora pra Pasárgada

"Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive

E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada."

Texto extraído do livro "Bandeira a Vida Inteira", Editora Alumbramento – Rio de Janeiro, 1986, pág. 90

Alguém sabe o caminho?

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Mais uma do Rubem

"O meu mundo tinha coisas demais.

E eu queria experimentar todas. Daí a minha agitação. Sentia-me como uma borboleta, num jardim... [...] Se fosse hoje, acho que me levariam a um psicólogo que diagnosticaria hiperativismo, Mas... que podia eu fazer? Eu não era hiperativo.

O mundo é que era hiperinteressante"

Rubem Alves

"Cada momento de alegria, cada instante efêmero de beleza, cada minuto de amor, são razões suficientes para uma vida inteira.

A beleza de um único momento eterno vale a pena todos os sofrimentos"

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Em dívida... com quem?

Nossa! Julho, Agosto, Setembro... 3 meses sem uma palavra aqui... seria falta do que escrever ou pra quem escrever?

Nenhuma coisa nem outra. Tenho feito várias atividades, produzido muito e coisas muito interessantes, sem modéstia. E também não me faltam ouvintes... Pelo Jornal Virtual, mas de 170 mil pessoas me "ouvem", me respeitam, refletem comigo, se comunicam comigo como meus amigos antigos, velhos e bons de sempre!

Adoro essa comunidade que cada dia está maior e mais especial, mais próxima, mais participativa...

Agora estou em outro projeto, no Educação 2009. Um filhão enorme, cheio de "saúde". Mais um orgulho pra mim, que o tenho feito com carinho e cuidado, cuidando de cada detalhe.

Esse ano ele está mais que especial: primeiro, porque é a primeira vez que eu sou "quase" mãe única, pois nos 2007 e 2008 fiz revisão e no segundo também participei da edição. Dessa vez estou indo da escolha do adesivo, da pauta (pauta base desenvolvida em conjunto com a Thaís), pesquisa, desenvolvimento de perguntas e sequencia, escolha dos participantes, edição até a revisão.

Mas teremos mais uma surpresinha... só em novembro ; )

É isso!

Passo depois com mais novidades.

Até

domingo, 13 de julho de 2008

Clique para ler: revistas PM e GE

Créditos: Capas de Aurélio Dominoni/ Programação de Grégori Robert Padilha




Uma amostra dos que são as revistas Profissão Mestre e Gestão Educaional, as quais revisei durante 3 anos. Clique sobre as capas para direcioná-lo(a) ao link de leitura. Depois, é só virar as páginas como uma revista impressa e clicar no centro da página caso prefira ler em tamanho maior ou imprimir.

*Se interessou por esta amostra? Quer fazer uma para seu material? Entre em contato com Grégori pelo e-mail gregoriweb@yahoo.com

sábado, 12 de julho de 2008

Tendências da Educação

Muito tempo sem escrever, e muito o que postar! Vamos tirar o atraso? O texto abaixo escrevi para o livro Educação 2008 (contracapa), da série Educação, publicado pela Multiverso Produtos Educacionais com parceria da Humana Editorial. No Educação 2008 fui, além da revisora, pesquisadora e organizadora junto com a Thaís Machado.

Aguardem, porque o Educação 2009 promete.

"Educação 2008 faz parte de uma seqüência de livros sobre as tendências no mundo educacional. Desde 2005, nossa equipe reúne grandes profissionais para mostrar o que poderá estar em pauta no próximo ano. Objetivo: deixar você, professor e gestor, sempre à frente, preparado para que as novidades não lhe peguem de surpresa.

Dentre os significados da palavra “tendência” que aparecem no dicionário Aurélio, vê-se: “Inclinação, propensão.” Do Educação 2006, alguns assuntos passaram de propensão à realidade, como o uso de tecnologias em sala de aula – e pelos alunos fora dela também; a escola gerenciada como empresa; a nova geração de jovens (chamada de geração Y); ensino a distância, entre outros.

Já no Educação 2007, pudemos adiantar para você o que viria quanto à gestão participativa; sobre aluno ser ou não ser cliente da escola; o ensino fundamental de nove anos; Filosofia e Sociologia como disciplinas obrigatórias no ensino médio; e mais alguns temas.

O Educação 2008 traz vários tópicos importantíssimos, dentre eles, textos sobre o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE); a substituição do FUNDEF pelo FUNDEB; direitos, deveres e valorização dos professores; e os blog na educação.

Esse ano também temos novidades em nosso livro. Nossos leitores puderam participar enviando seus textos e enriquecendo nossa obra, colocando seus nomes entre os de Celso Antunes, Cristovam Buarque, Célio Muller, Floriano Serra...

Enfim, mais um material feito com muito cuidado para você. Boa leitura e bem-vindo a 2008!"

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Motivação em sala de aula

"Professor, gestor, você se conhece suficientemente? Não, não é uma pergunta descabida. Muitos profissionais que estão neste momento nas salas de aula de todo o País não estão trabalhando com alegria, seja porque acordaram de mau-humor ou porque há anos tentam ser reconhecidos – sem sucesso – em sua escola.

Este é um momento de reflexão e, para isso, precisamos nos questionar sobre vários fatores ou tomadas de decisões vivenciadas. Vamos viajar ao passado e descobrir da onde vem – ou por que não vem – tanta motivação para trabalhar?

Para começar, pense de que maneira você escolheu sua profissão: será que foi a oportunidade de estabilidade financeira, e até prestígio, oferecida pela área que você viria a atuar? Talvez tenha seguido os passos de alguns familiares, ou “sugestões” dos mesmos, sem ao menos conhecer os detalhes do que realizaria por muito tempo (pois aqui estamos falando de profissão/carreira e não emprego)? Quando você iniciou suas atividades, sabia se tinha habilidades para desempenhar a função de maneira competente e ao mesmo tempo agradável?

Pense por alguns minutos. Preste atenção em você. Se você não está feliz com seu trabalho, existe uma razão para isto. E a resposta está com você e em você. Conheça-se. Descubra-se. Nunca é tarde para mudar atitudes e estar satisfeito com suas atividades. Às vezes, o que está faltando é apenas uma peça. Outras, é preciso recomeçar."

Trechinho de um livro que virou o DVD Motivação

segunda-feira, 7 de julho de 2008

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Maria Carolina

Sonhei com você mais esta noite. Com sua beleza inigualável, ao acordar me fez sentir muito a sua falta; falta do seu calor, do seu carinho, da sua presença constante. Ficamos abraçadas esta noite. Tão próximas, acordei ainda sentindo o seu calor em meu peito. Pequena, frágil, doce... Te espero voltar.

Estou acompanhando você por vezes e fases. Lembro de quando a vi grandinha já, feliz, me chamando, pedindo mais uma vez meu colo. O Sol dava o tom. A sala grande, iluminada, cheia de janelas. Você estava lá comigo.

Fora da ordem lógica, em outra noite, não vi seu rosto. Vi seu crescimento dentro de mim. Olhava no espelho e, de repente, você estava lá. Na minha barriga, linda. Eu estava mais linda do que nunca porque te esperava.

Você também já esteve nas festas da família. Era o centro das atenções. Passava de braço em braço. A alegria mais uma vez nos rodeava, pois você estava conosco.

Até logo, até uma próxima noite, mas principalmente até logo logo, quando eu possa senti-la em meus braços de verdade. Quando eu puder tornar meu sonho real. Te amo.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Novidades do mundo educacional

Hoje estou contente com o que achei sobre a educação do País. Várias notícias que nos enchem de esperança...

Ontem à noite, foi aprovado um piso salarial de R$950 para professores (tudo bem, com carga horária de 40horas...). E pensar que a maioria dos professores recebe R$450!!!!!

Cotas para alunos de escolas públicas entrarem em escolas técnicas e universidades federais. Já estava mais que na hora disso acontecer!

E o melhor, também desvincularam a verba da educação da Receita da União, que aprovava a retirada de até 20% da verba pública de cada setor para ser destinada a outros fins, sem necesitar de justificativa. Agora sobram 7 BILHÕES a mais para a educação...

terça-feira, 1 de julho de 2008

Salmo 103

"Aprender é a única coisa de que a mente não se cansa, nunca tem medo e nunca se arrepende"
Leonardo da Vinci

A cada dia aprendo coisas novas, que me renovam a alma, me ajudam a olhar a vida e coisas por outra perspectiva.

Nunca mergulhei no mundo de cabeça, não fui ver a dura realidade de perto, e nem gosto, como a maioria das pessoas. Mas faria.

Não precisei perder nada para dar valor. E acho que essa é uma grande qualidade minha. Também a cada dia, me conheço mais, vejo mais minhas qualidades, mas procuro consertar meus defeitos - o que ninguém consegue 100% .

Sinto felicidade em poder mudar a minha vida, saber que ela é o que eu quero que seja, o que procuro... e estou orgulhosa pelo que estou colhendo. Deus sempre foi meu companheiro, sempre senti sua presença em minha vida, muito forte. Meus caminhos são traçados por ele, e tenho conseguido segui-lo.

Transformar pessoas também me agrada, me faz bem. Conseguir mostrar que a vida é bem mais do que nossos olhos conseguem ver, é maravilhoso. Anteontem, li este trecho do Salmo 103:

"Como um pai se compadece de seus filhos, assim o Senhor se compadece daqueles que o temem.

Pois ele conhece a nossa estrutura; lembra-se de que somos pó.

Quanto ao homem, os seus dias são como a erva; como a flor do campo, assim ele floresce.

Pois, passando por ela o vento, logo se vai, e o seu lugar não a conhece mais."

A beleza da vida depende exclusivamente de nós mesmos.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Fotos





Hoje vou fazer um fotolog... são imagens do meu próximo trabalho. Logo falo mais dele...

segunda-feira, 16 de junho de 2008

?

Pra mim, o dia de hoje resume-se ao título deste post...

Logo cedo, um frio de rachar. Nenhuma surpresa, pois a noite já dava sinais de frio intenso. Nem com os óculos escuros meus olhos conseguiram ficar livres do vento gelado desta cidade.

Sai atrasada para o trabalho - como sempre - e, ao chegar no ponto de ônibus, lotado. Ótimo! Aquele entulha e empurra-empurra de gente. Hoje tive mais sorte, achei um lugarzinho pra mim e logo depois consegui sentar (um milagre).

Aí começa a parte "?". Uma parte do ônibus (a que eu estava, por sorte) não tinha tantas pessoas socadas... já na parte seguinte, um aperto, pessoas gritando, se espremendo, ouvi até uma mulher falar que ia acabar perdendo seu bebê... horrível. Geralmente é assim, mas hoje o clima estava pesado.

Nas ruas, trânsito parado em uma região em que isso não costuma acontecer.

Ao descer do ônibus, mais uma coisa estranha: muitas pessoas, contudo, o silêncio na rua era impressionante. Parecia o som da noite, da madrugada, nada, nenhum...

Ok, nada de muito espetacular, talvez só uma sensação minha mesmo. Ou não.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Minha vida

Estou com essa música na cabeça há alguns dias... Aí vai...

Minha vida
Rita Lee
Composição: John Lennon E Paul Mc CartneyTem lugares que me lembram

Minha vida, por onde andei
As histórias, os caminhos
O destino que eu mudei...

Cenas do meu filme
Em branco e preto
Que o vento levou
E o tempo traz
Entre todos os amores
E amigos
De você me lembro mais...

Tem pessoas que a gente
Não esquece, nem se esquecer
O primeiro namorado
Uma estrela da TV
Personagens do meu livro
De memórias
Que um dia rasguei
Do meu cartaz
Entre todas as novelas
E romances
De você me lembro mais...

Desenhos que a vida vai fazendo
Desbotam alguns, uns ficam iguais
Entre corações que tenho tatuados
De você me lembro mais
De você, não esqueço jamais...

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Refletir


"O mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas - mas que elas vão sempre mudando"

Grande Sertão: Veredas

terça-feira, 10 de junho de 2008

Como escolho meus amigos

Escolho os meus amigos não pela pele ou por outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero o meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho os meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.
Não quero só o ombro ou o colo, quero também a sua maior alegria.
Amigo que não ri conosco não sabe sofrer conosco.
Os meus amigos são todos assim: metade disparate, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade a sua fonte de aprendizagem, mas lutam
para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos, nem chatos
Quero-os metade infância e outra metade velhice.
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham
pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois vendo-os loucos e santos, tolos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a
normalidade é uma ilusão imbecil e estéril.
"Que a felicidade não dependa do tempo,
nem da paisagem, nem da sorte, nem do dinheiro.
Que ela possa vir com toda a simplicidade, de dentro para fora, de cada um para todos.
Que as pessoas saibam falar,calar e acima de tudo ouvir para que tenhamos certeza de que viver
vale a pena."

Oscar Wilde

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Meio

Já estamos no meio do ano. Passou muito rápido, como tem passado os dias, semanas... veja, hoje já é sexta-feira!

Já, já, já... e também ainda...

Ainda tem muita coisa para acontecer, ainda muita coisa continua igual, ainda temos que ver as mesmas notícias na TV, ainda a desgraça prevalece...

Repare nos jornais televisivos, por exemplo, a parte negativa prevalece. Quando terminam dá uma sensação de alívio e ao mesmo tempo um peso na consciência: será que estamos fazendo nossa parte?

Eu acredito que faço a minha. Tanto na parte social, com pessoas, quanto na ambiental, ajudando nosso planeta e, conseqüentemente, também as pessoas.

Às vezes até me acho meio chata, mas sei que estou fazendo a coisa certa! Lutando pelo futuro, meu e dos meus filhos, amigos, vizinhos...

Enfim, meio do ano, meio em que vivemos, meio chata... mas completamente feliz!

terça-feira, 20 de maio de 2008

MoviMentO



O cheiro solto pelo ar, doce, traz alívio
Me leva a descansar, esquecer que a semana ainda não está para acabar
Mais um, mais outro e outros...
Ainda bem, tenho tanto ainda pra fazer!
Ainda bem!

Projetos, planos e sonhos
Pessoas que podem fazer a diferença
Pra realmente fazer a diferença...

Tanta coisa pra mudar, pra acrescentar, pra ensinar e aprender
O mundo não nos espera
O tempo ainda não pára

Mova!

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Eu não odeio as segundas-feiras

Por que odiá-las? rs

Mais um dia de sol e vento fresco, de trabalho e saúde, que eu posso colocar pra fora minha criatividade, amor, alegria...

Nossa, tenho estado tão motivacional ne? hehe

Não tem coisa melhor do que se sentir bem, disposto!

Uma ótima semana!

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Todo dia, uma lição de vida

Mais uma semana acabou. Nem senti a semana passar, pra falar a verdade. Não sei se isso é bom ou ruim...

Logo cedo, no ônibus, já troquei algumas idéias sobre respeito ao próximo. Muito legal saber que tem gente ainda que pensa nos outros, que cria os filhos pensando num mundo mais pacato.

Trabalhei bastante hoje, mas por enquanto não consegui atingir meu objetivo: acabar o roteiro do próximo DVD! UUUUi, achei que ia passar o final de semana mais tranqüila.

Mas vamos em frente, a semana que vem promete!

Até

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Você é feliz?



Essa foi a pergunta que iniciou o dia de hoje. E é engraçado que as pessoas confundem muito a felicidade com alegria.

A felicidade tem a companhia da alegria, mas nem sempre a alegria está feliz. Meio complexo? Não... Quantas vezes não vemos uma pessoa rindo, contando piadas, com várias pessoas ao seu redor e no seu íntimo a tristeza prevalece? Essa alegria é uma máscara para que ninguém encontre com sua parte "podre".

Felicidade é duradouro! E cada um tem que descobrir qual é o seu caminho para ela. Para alguns, ser riquíssimo, para outros, ter um emprego na área que gosta; outros ainda são felizes por causa de determinadas pessoas... enfim...

Pra mim, o mais importante e que completa profundamente uma pessoa, é quando a gente conhece a si mesmo. E isso aprendi a pouco tempo. Aliás, me ensinaram, mas nem todo mundo têm a chance de encontrar pessoas em seu caminho que as levem a esse discernimento.

Conhecer o que te faz bem, o que faz mal; encontrar felicidade em poder acordar mais um dia, comemorar um dia de sol ou o prazer - nem sempre - de sentir um ventinho gelado batendo no rosto. Saber que você tem mais uma chance. Pra quê? Para desfrutar de tudo que a vida e o mundo nos oferecem, para consertar erros e acertar cada dia mais, mudar hábitos, amar mais, dar mais carinho e atenção a quem se gosta ou até mesmo a quem não se conhece... só pelo prazer de estar fazendo algo de bom (para alguns, só uma "prosinha" já basta para sentir-se importante)...

Família, saúde, amigos, crianças, flores, animais, sol e chuva, uma cama quentinha, um sorriso... A felicidade está, para mim, nas coisas mais simples desse mundo, no prazer de viver cada dia aproveitando cada momento, cada pessoa e local, observando o quanto temos em volta de nós...

É essencial parar um pouco para perceber em nós mesmos se estamos desfrutando do que é realmente viver.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Apareceu a margarida, olê olê olá!



Eu sei, é uma rosa e não uma margarida, mas enfim...

Demorei, não por falta de vontade de escrever, mas porque estou megaaaa ocupada. Aliás, escrevendo muito! Estou fazendo o roteiro do próximo DVD aqui do trabalho (editora) sobre gestão de sala de aula. Está ficando ótimo - sei que sou suspeita em falar...

Cada dia que passa, a ansiedade aumenta, é uma responsabilidade gigante você passar um conteúdo desta dimensão para professores e gestores escolares... Tudo tem que ser bem pesquisado, analisado, colocado na prática...

Estou bem contente com o quase resultado! Acho que vai dar super certo!

Tem N coisas acontecendo na minha vida, todas ótimas... Felicidade mil! Dou muito valor para as pequenas coisas da vida, mas de verdade, não só na teoria não! E isso vem se confimando a cada dia que passa... pequenos gestos, grandes alegrias! Pessoas especiais, demonstração de amor, paz, carinho...

Desejo isso a todos!

Quando der, estou de volta.

Até

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Don't stop the music!

"I wanna take you away
Lets escape into the music
DJ let it play
I just can't refuse it
Like the way you do this
Keep on rocking to it
Please don't stop the
Please don't stop the
Please don't stop the music"

Já parou para pensar o quanto uma múscia pode mudar seu dia... Essa aí, Don't stop the music, da Rihanna, levanta qualquer astral! Ótima para danças, se sentir livre, leve e solta! haha Mas é verdade mesmo.

Hoje acordei com essa na cabeça...
"Te tenho com a certeza
De que você pode ir
Te amo com a certeza
De que irá voltar
Pra gente ser feliz
Você surgiu e juntos
Conseguimos ir mais longe

Você dividiu comigo a sua história
E me ajudou a construir a minha
Hoje mais do que nunca somos dois
A nossa liberdade é o que nos prende

Viva todo o seu mundo
Sinta toda liberdade
E quando a hora chegar, volta...
Que o nosso amor está acima das coisas...desse mundo

Vai dizer que o tempo
Não parou naquele momento
Eu espero, por você
O tempo que for
Pra ficarmos juntos
Mais uma vez!"

As duas são massa, como diz minha amada Ivetinha! O mundo devia ter música em todos os lugares, a toda hora, para animar nossa vida sempre! Daí a gente não ia ficar bravo, triste, depressivo, louco, chato...

Ai não podia deixar faltar, muito engraçado! Dá uma olha nesta montagem do Justin com a música do McCréu (não é nenhum pouco instrutivo, mas no mínimo divertido). É de rolar de rir: Justin e o Créu

quinta-feira, 3 de abril de 2008

A alegria de ser o que se é. E basta.

Já tive minhas crises, já me senti bonita, feia, gorda e gostosa. Já tive cabelos longos, curtinhos e ruivos e loiros - fui até um mico leão dourado (por acaso da tinta e da cabelereira)!

Já tive minha época de usar somente calças e jaquetas para me esconder (do que, ou de quem, ou o que?) Passei para a fase de saias. Todos os tipos: floridas, lisas, longas, curtinhas, jeans, de algodão... Tenho uma coleção! Mudei para vestidos. Também devo falar que não são poucos os que tenho em meu armário. E também em diferentes estilos.

Todos têm seus dias maravilhosos e péssimos consigo mesmos, principalmente as mulheres.

É uma procura pelo perfeito que nos torna refêns da nossa estética. Mas e o que está por dentro, alguém já olhou?

Em mim, creio que sim. Também posso falar da metamorfose que sou psicologicamente. Não é difícil eu acordar cheia de motivação para fazer mil coisas, com mil idéias novas na cabeça e coragem para todas elas e até a hora do almoço já achar que nada vale a pena.

É estranho, mas acontece sempre. Na verdade, como dá para perceber por outros posts daqui, gosto de mudar. A rotina me mata! Pensar que serei um modelo pré-formatado daqui alguns anos me tira do sério, como me tiram igualmente as pessoas que não saem do lugar, que não lutam por sonhos, ou até por não acreditarem que vale a pena sonhar.

Aconteceu comigo. Tinha daquelas agendas que alguns garotas contam seus dias (diário, mas em agenda com data e tal). Em 2004, em um dia qualquer, coloquei um cartão postal que veio em uma revista para o meu pai do Rio de Janeiro e simplesmente escrevi: "Um dia ainda vou pra lá".

E deixei guardada em minha gaveta. Em 2006, fui mesmo. Um dia abri uma página da Internet e decidi que iria ver o Cirque du Soleil no Rio de Janeiro. No mesmo dia comprei o ingresso e a partir daí foram alguns meses planejando cada detalhe, cada passeio. Felicidade completa! E ainda bate em meu coração a vontade de voltar. Mas não é fácil segurar. Sinto que lá é meu lugar, onde vou ser muito feliz. Mesmo.

São coisas assim, mudanças e pensamentos positivos que fazem da nossa vida só nossa. Amanheci segura de mim, feliz por ser eu, por ter minha família e amigos. Muitos vezes, eles querem mudar o que sou (fisicamente). Não digo que é ruim ou por mal, mas só o farei quando realmente eu implorar para mim mesma por mudança - e a hora é agora!

Tenho aprendido muito nos últimos anos, e principalmente nos últimos meses... Assim, coisas que alguns não enxergam em anos. Tenho tido a ajuda de uma pessoa especial, que se não fosse por ela, mesmo me mostrando o que eu sou e o que poderia ser se eu quiser - na grande maioria das vezes- da pior maneira possível, mostrando meus defeitos muito mais do que as qualidades, eu seria pouco (por faltarem experiências, conviver em outros "mundos", conhecer novas coisas e lugares, pensamentos criativos, ver que a liberdade é simples). E não é o que desejo.

Meu coração está muito aberto a mudanças neste momento. Grandes reformulações, de corpo e coração. E vou me transformando, e gostando de ser como sou. Por mim.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Sobre tempo e jabuticabas

Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.
Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem
eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos.
Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para
reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem para eventos de
um fim de semana com a proposta de abalar o milênio.
Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir
estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar
da idade cronológica, são imaturos.
Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de
"confrontação", onde "tiramos fatos a limpo".
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo
de secretário geral do coral.
Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: "as pessoas não
debatem conteúdos, apenas os rótulos".
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência,
minha alma tem pressa...
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana,
muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com
triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua
mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão
somente andar ao lado de Deus.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor
absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo.

Autor desconhecido

Não vou colocar a culpa no mundo, muito menos na vida, mas, sim, nas pessoas... cada dia que passa me sinto mais sufocada - pelo amor que não posso dar, pela energia que não consigo gastar, pelo planos que não me deixam realizar... por não poder ser eu e apenas viver.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Cadê a educação que estava aqui?

... O egoísmo "comeu"!

Mais uma vez, o dia foi complicado, não deu para postar. Mas veja como essa vida é louca. No mesmo dia que fui valorizada pelo meu trabalho, o mesmo foi menosprezado com total falta de educação.

Vou erguer mais uma vez, e como tantas pessoas, a bandeira da educação! Gente, o que é isso?! Tentar denegrir o trabalho alheio só para não pagar o que deve... pode? Isso é um desabafo, pois a falta de educação que as pessoas têm umas com as outras está tomando rumos incríveis. Por isso tanta guerra, discódia... eu mesma diante desta situação, pela primeira vez, não fiquei calada e respondi à altura.

Não pude deixar uma pessoa que mal vi na vida falar naquele tom comigo. Já estava a ponto de explodir em relação bem a isso, a essa desvalorização de meu trabalho, mas pior que não ser reconhecio é ser denigrido. E foi por esse motivo que não "deixei passar". Luto há alguns anos para fazer meu trabalho cada vez melhor - e ele o está, com certeza -, para uma pessoas sem profissionalismo nenhum falar neste tom agressivo comigo.

É por isso que há tanta intolerância e violência crescendo. As pessoas só precisam sentir-se bem, reconhecidas por seus esforços (o que não custa nada para ninguém, basta atenção ao outro ao invés de ficar olhando para o próprio umbigo o tempo todo). Pessoas pacíficas acumulam este tipo de atitude (ou melhor, a falta dela) e acabam estourando um dia.

A educação que precisa melhorar não é só a passada pela escola, mas a que temos que exercer todos os dias, desdo o bom dia.

Por favor, mais altruísmo e, principalmente, respeito!

quarta-feira, 26 de março de 2008

Reflexões

Bom dia! Mais um dia se passou e mais alguns estão por vir. O importante é olhar para trás e entender onde e porquê errou, para não repetir os mesmos enganos.

Ouvi a leitura de um texto muito interessante hoje, que tem tudo a ver comigo, meus sentimentos ultimamente. Achei um outro também muito importante, que pode nos fazer refletir muito.

"Que eu continue a acreditar no outro mesmo sabendo de alguns valores tão esquisitos que permeiam o mundo;
Que eu continue otimista, mesmo sabendo que o futuro que nos espera nem sempre é tão alegre;
Que eu continue com a vontade de viver, mesmo sabendo que a vida é, em muitos momentos, uma lição difícil de ser aprendida;
Que eu permaneça com a vontade de ter grandes amigos(as), mesmo sabendo que com as voltas do mundo, eles(as) vão indo embora de nossas vidas;
Que eu realimente sempre a vontade de ajudar as pessoas, mesmo sabendo que muitas delas são incapazes de ver, sentir, entender ou utilizar esta ajuda;

Que eu mantenha meu equilíbrio, mesmo sabendo que os desafios são inúmeros ao longo do caminho;
Que eu exteriorize a vontade de amar, entendendo que amar não é sentimento de posse, é sentimento de doação;
Que eu sustente a luz e o brilho no olhar, mesmo sabendo que muitas coisas que vejo no mundo, escurecem meus olhos;
Que eu retroalimente minha garra, mesmo sabendo que a derrota e a perda são ingredientes tão fortes quanto o sucesso e a alegria;

Que eu atenda sempre mais à minha intuição, que sinaliza o que de mais autêntico possuo;
Que eu pratique sempre mais o sentimento de justiça, mesmo em meio à turbulência dos interesses;
Que eu não perca o meu forte abraço, e o distribua sempre;
Que eu perpetue a beleza e o brilho de ver, mesmo sabendo que as lágrimas também brotam dos meus olhos;
Que eu manifeste o amor por minha família, mesmo sabendo que ela muitas vezes me exige muito para manter sua harmonia;
Que eu acalente a vontade de ser grande, mesmo sabendo que minha parcela de contribuição no mundo é pequena;

E, acima de tudo...
Que eu lembre sempre que todos nós fazemos parte desta maravilhosa teia chamada vida, criada por alguém bem superior a todos nós!
E que as grandes mudanças não ocorrem por grandes feitos de alguns e, sim, nas pequenas parcelas cotidianas de todos nós! "

Oração de Chico Xavier

terça-feira, 25 de março de 2008

Big Brother

Credo! Estava quase esquecendo de postar aqui hoje! Tanta coisa... Na verdade estou bem envolvida com o Big Brother, que muitos acham fútil e que não leva a lugar algum, mas eu não penso assim - e com certeza não sou a única!

É impressionante o quanto algumas pessoas (tipo eu) se apegam aos jogadores. Às vezes, falo como se fossem algum parente ou amigo, tamanha a cumplicidade que acabamos por ter. Cada notícia, novidade, estou de olho, como fala o prórpio Pedro Bial.

E por que toda essa curiosidade? As pessoas, naturalmente, já gostam de saber da vida dos outros. Mas acho que o mais legal é você ver pessoas tão diferentes dentro da mesma casa com realidades totalmente diferentes. O quanto as pessoas podem ser generosas, arrogantes, medíocres (nos entido de se contentar com pouco mesmo, estar na média), descontroladas... E isso é o mundo, não só lá dentro. Aqui, no "mundo real" como eles dizem, temos todods esses tipos de pessoas, fazendo ceninhas o tempo todo, se comportando na nossa frente de determinada forma e falando de nós para terceiros de outra. Só que não podemos gravar nada quando não estamos vendo e nos defender de certos atos.

E quando descobrimos certas verdades? Nossa, pelo menos em mim dá náuseas... A falsidade às vezes está mascarada de anjo, amigo, companheiro... Muitas vezes não nos damos conta de que estamos nos envolvendo, e quando percebemos, parece que colocam uma placa em nosso rosto, como costumo dizer, dando atestado de idiota.

O mundo pode ser cruel. Aliás, não coloquemos a culpa nele, mas nas pessoas que fazem de tudo por si. Como diz uma amigo, todos somos egoístas, uns mais, outros menos. Agora concordo, pois passei a analisar melhor minhas atitudes. Mas tudo tem um limite, e quando esse egoísmo ultrapassa a barreira do que me faz bem e não interfere na vida do outro...

Vamos assistir mais Big Brother! Se analisarmos bem, nós vamos aprender muito sobre o comportamento humano e podemos colocar isso na nossa vida. Sem o 1 milhão, claro! rs

Ah! E só para completar, não foi só o programa que me fez esquecer de escrever - foi a análise que tenho feito do comportamento humano.

Até

segunda-feira, 24 de março de 2008

MUDAR

Alguns dias sem postar nada e sem muitas novidades... Mas como eu queria que isso fosse diferente! Não gosto de rotina e, infelizmente, parece que ela me adora! rs

Passei um feriado muito bom, tranqüilo, mas eu quero mais. Tenho sede de mudança.

Hoje vou colocar um texto de Clarice Lispector que peguei do blog da Claudia Jimenez (link em Sites que Valem a Pena). Me descreve completamente... Um pouco longo, mas com certeza vale a pena.

MUDAR

Mude, mas comece devagar, porque a direção é mais
importante que a velocidade.

Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho, ande por outras ruas,
calmamente, observando com atenção os lugares por
onde você passa.
Tome outros ônibus. Mude por uns tempos o estilo das

roupas. Dê os teus sapatos velhos. Procure andar
descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia,
ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas. Abra e feche as
gavetas e portas com a mão esquerda. Durma no outro lado
da cama... depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de tv, compre outros jornais...
leia outros livros, viva outros romances.

Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.

Durma mais tarde.
Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.
Corrija a postura. Coma um pouco menos, escolha comidas
diferentes, novos temperos, novas cores, novas delícias.
Tente o novo todo dia.
o novo lado,
o novo método,
o novo sabor,
o novo jeito,
o novo prazer,

o novo amor.
a nova vida.
Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes,

tome outro tipo de bebida
compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado... outra marca de sabonete,
outro creme dental... tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.
Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de carro,

compre novos óculos, escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios, quebre delicadamente esses
horrorosos despertadores.
Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros,
outros teatros, visite novos museus.
Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as.
Seja criativo. E aproveite para fazer uma viagem
despretensiosa, longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.

Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas
piores do que as já conhecidas, mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança,
o movimento,
o dinamismo,
a energia.
Só o que está morto não muda !

Repito por pura alegria de viver:
a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não vale a pena!!!!

Clarice Lispector

quarta-feira, 19 de março de 2008

Dúvidas

O que eu sei é que quero escrever. Porém, sobre o que? Cada dia penso em uma coisa, um tema, todos interessantes à sua maneira (pelo menos para mim).

Quero que este blog seja mais voltado à educação, área que atuo. Mas leio muitos blogs, a grande maioria de artistas, e são muitos os assuntos. Aliás, adoro celebridades. Sou do tipo que vê fofoca mesmo, adoro estar a par do que acontece no mundo "celebrity". Motivo? Vidas interessantes, fora da rotina.

E essa é a contradição qu eu adoro em mim: me permitir gostar do que é sólido, imprescindível, que acrescente cultura, voluntariado e ao mesmo tempo gostar do que não vai mudar em nada a minha vida (saber da vida dos outros, como vivem), "notícias" fresquinhas de um mundo distante do meu.

Mas quer saber, será que não me acrescentam nada mesmo? Duvido! Aprendi muita coisa depois que comecei a "interagir" com esse mundo. Me anima a várias coisas, a sonhar, a tentar chegar aos meus objetivos.

Acho que não acabei, então, em um próximo post continuo mostrando meu lado da vida.

Até

terça-feira, 18 de março de 2008

Linguagem

Bom dia!

Hoje vou comentar um pouco sobre minha pesquisa monográfica, cujo tema foi "As diferentes linguagens utilizadas nas campanhas publicitárias". Um assunto muito interessante, que amplia nossa visão sobre a utilização da nossa língua.

Como objeto de estudo, foi utilizada a campanha da Dove Verão sem Vergonha. Abordei desde a origem da linguagem, passando por suas funções, linguagem publicitária e suas nuanças (aspectos fonológicos, sintáticos, morfológicos) e a análise das peças (outdoor, anúncio em revista).




Enfim, um trabalho que nos tira da limitação da língua como "gramatiquês" e nos mostra uma possibilidade mais ampla de utilização.

Em breve, a colocarei à disposição para consultas.

Até

segunda-feira, 17 de março de 2008

Segunda-feira


Além de escrever, também gosto de tirar fotos. Não de tirar por tirar, mas para tentar mostrar a essência das coisas, os momentos comuns e simples que nos fazem felizes.

Simples assim: uma árvore, numa manhã de março, sol e flores, indo trabalhar.

É isso que as pessoas deveriam valorizar cada dia mais... a vida. Às vezes a gente desperdiça nosso tempo com cada coisa sem importância, e a vida vai passando. E o que a gente leva daqui? O que nos faz realmente felizes? E se nos dermos ao luxo de vivermos como queremos (pois como sabemos, a vida é curta e logo acaba - e o que teremos feito dela?)?

Poucos são os que têm coragem de mudar, revirar a própria vida, arriscar. Um dia, eu que vou tentar.

Uma ótima semana.

Até

domingo, 16 de março de 2008

Quem morre

Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não
encontra graça em si mesmo.

Morre lentamente quem destrói seu amor próprio, quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os
dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma
nova cor ou não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem evita uma paixão e seu redemoinho de emoções,
justamente as que resgatam o brilho dos olhos e os corações aos tropeços.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho
ou amor, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho,
quem não se permite, pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos
sensatos...

Viva hoje!
Arrisque hoje!
Faça hoje!
Não se deixe morrer lentamente!

Pablo Neruda

Bom domingo e até amanhã!

sábado, 15 de março de 2008

É Proibido

É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.

É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,

Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.
É proibido deixar os amigos

Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,

Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.
É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,

Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,

Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se
desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,

Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.
É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,

Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.
É proibido não buscar a felicidade,

Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.

Pablo Neruda

sexta-feira, 14 de março de 2008

A educação de hoje, mas não de sempre

Assisti ao programa Repórter Record, apresentado toda segunda-feira, cujo tema era “Educação: o caminho do futuro” (19.11.07).

Sou formada em Letras, assim, para finalizar minha graduação, precisei realizar o chamado estágio obrigatório. Confesso que ficava desesperada. Logo de cara, eu e meu grupo fomos a um colégio situado em um bairro de classe alta. A estrutura física não deixava nada a desejar, os professores e coordenadores foram muito atenciosos. Contudo, imagine o tamanho da nossa surpresa quando nos informaram que a nossa turma não era uma turma qualquer, de determinada série: colocaram em uma mesma classe somente os alunos indisciplinados da escola da 6ª a 8ª série. Sim, prestaram atenção: somente os alunos indisciplinados.

Outra surpresa: foram meus melhores alunos! Participaram de todas as atividades, nos respeitaram, foram muito educados, atenciosos, enfim, nos surpreenderam. Sabendo da situação da educação do nosso país, esperávamos um filme de terror. Então, isso até deu um ânimo.

Alguns meses depois, mais uma escola. O bairro um pouco mais simples, com mais alunos da periferia. 5ª série. Tenho de ser mais que sincera neste momento: quase fiquei louca! A falta de educação, de respeito e o desinteresse reinam absolutos. Nem a própria professora da classe “dava conta do recado”, imagine a situação dos estagiários. A didática da professora era péssima (e olha que eu estava iniciando nesse campo). Lembro dos alunos gritando, se batendo, correndo pelos corredores...

Mais uma etapa. Estrutura? Boa. Organização? Também. Atenção dos professores da escola? Péssima. Aliás, uma ressalva aqui – a professora regente das classes não apareceu em nenhum dia em que estive presente na escola (nem cheguei a ver a professora). O que nos questionávamos era como isso poderia acontecer em uma escola. A professora simplesmente não aparece e deixa os alunos sem aula? Se não fossemos nós, os estagiários, aqueles estudantes teriam perdido a noite de aula e muito conteúdo pela falta de comprometimento dessa “profissional”.

Passada essa experiência, não tão traumatizante quanto os alunos da tal 5ª série, tivemos a oportunidade de fazer o melhor e ver o melhor. Aula de verdade, com uma professora responsável, capacitada, que motiva seus alunos. Nossas aulas foram ótimas.Fiquei muito feliz – e muito triste de ter de deixá-los ao final desse período. Foi, realmente, recompensador. Essa foi a terceira escola na qual estivemos.

O que tudo isso tem a ver? Claro, é apenas a visão de uma estagiária, mas com certeza é o que a maioria dos professores presenciam dia-a-dia. No programa, a qual me referi no começo deste texto, foram mostradas realidades mais distantes (tanto geograficamente como culturalmente/socialmente), mas com certas coincidências. Alunos indisciplinados, escolas sem estrutura, professores sem preparo e muitos estudantes com sonhos a serem realizados, com esperanças.

É de chorar a situação da educação pública de nosso país. São poucos anos de República, Independência, fim da escravidão, até mesmo de descobrimento – se compararmos com as grandes potências –, porém, continuamos com crianças que precisam deixar a escola para cuidar dos irmãos, negros e índios sem oportunidade, falta de escolas dignas, material didático... São inúmeros os problemas, mas talvez o pior deles seja a falta de honestidade, de vontade de mudar, de ajudar. Eu, como professora (não atuante, preciso ressaltar), vendo esse programa me senti muito responsável por esta situação. Fiquei pensando o que eu poderia fazer, qual seria a minha parte. Trabalho voluntário, divulgação da importância da educação (isso é necessário?), doações de livros, projetos que auxiliam comunidades mais pobres... tudo me passou pela cabeça.

Na verdade, faltou uma parte de minha experiência como professora. Fiz parte da Alfabetização Solidária. Ensinei pessoas que poderiam ser meus pais, ou até avós, a lerem o próprio nome. E isso, com certeza, me fez muito feliz! Me senti muito mais participativa, importante; responsável por mudar o futuro de alguém, do Brasil. Tirar essas pessoas das tristes estatísticas.

Será que mais pessoas, professores e educadores desse País sentem essa mesma responsabilidade que eu senti? Aliás, não precisam ser só esses profissionais, mas também os cidadãos com um pouco mais de estudo, conhecimento, condição social. Será que um dia poderemos provar que a união faz a força? Será que um dia teremos a mesma vontade de vencer que temos ao torcer pela seleção nas Copas, para lutarmos juntos, em todo o Brasil, pela educação, por um futuro melhor, mais digno e seguro?

Até

quinta-feira, 13 de março de 2008

Uma apologia à próxima geração de professores

A arte de ensinar alguém a ler é, para quem está de fora, tremendamente simples, mas para o executor, um processo de difícil desempenho. O fato é que hoje o foco está no ato de aprender.

E a preparação do professor para conduzir, orientar e propiciar a aprendizagem, como deve ser? Justamente isso está gerando inúmeras opiniões.

A polêmica
Principalmente nos grandes centros e universidades, surgiu uma das mais polêmicas discussões da área educacional contemporânea: qual o tipo de formação que deveria ter a professora envolvida com o processo de alfabetização, ou melhor, de letramento (como se denomina atualmente).

Todos que estão envolvidos na área educacional sabem muito bem que essa é uma tarefa que requer formação em Magistério ou Pedagogia. Porém, opiniões divergentes existem.

Fundamentando os questionamentos
A pedagoga traz toda a formação na área das teorias de aprendizagem, psicologia da criança, didática, além de métodos de ensino e aprendizagem, porém, lhe falta o conhecimento mais profundo nas áreas de gêneros literários. Conseqüentemente, essa profissional acaba, muitas vezes, desenvolvendo um processo de construção do conhecimento baseado em palavras e frases, e não na construção do conhecimento da Língua propriamente dita.

Essa técnica pode acarretar para os estudantes o aprendizado de uma leitura mecanizada, com dificuldades na área compreensão e interpretação dos textos, ou seja, o que chamamos de analfabetos funcionais (lêem, mas não conseguem usar a Língua como um instrumental da aprendizagem para outras disciplinas).

Entendendo o processo, podemos entender o resultado: eles não sabem matemática porque não entenderam o que estava escrito no enunciado, ou ainda, não compreendem o que relata o problema. Não conhecem História porque não sabem o real significado das palavras ditas pelo professor, escritas no livro. Não conhecem Geografia porque não conseguem ler um mapa.

Já a especialista em Letras, que conhece muitíssimo bem os gêneros literários, não tem os conhecimentos pedagógicos e da evolução intelectual das crianças como a pedagoga. Falta-lhe um aprofundamento necessário para trabalhar com jovens em faixa etária de alfabetização, apesar de estudar Psicologia, Didática e Metodologia de Ensino em seu curso.

Em busca de solução
Se analisarmos logicamente, podemos refletir que o primeiro contato da criança com a Língua é o de ouvir os sons. Depois vem a fala.

No processo de alfabetização existem algumas etapas a serem seguidas, porém, muitas vezes, a fase seqüente (fala) é eliminada e passa-se direto para a escrita. Esse ato pode ser justificado pelo fato de a criança brasileira ter naturalmente a oratória bem desenvolvida. Entretanto, como as turmas são muito grandes, uma atividade nesse sentido fica impossibilitada de ser realizada.

Também pode ser argumentado, de maneira muito correta, que para atingir realmente o letramento, a criança precisa construir sua escrita, diferenciar os gêneros, escrever muito e ter ao seu lado um professor-orientador e facilitador desse processo.

Dessa forma, se o educando passa pela etapa em que desenvolve sua comunicação oral, a escrita vem facilmente como uma conseqüência porque a natureza do processo de desenvolvimento é seguida.

A maior importância, portanto, não está na graduação do professor responsável por essa fase, mas, sim, nos conhecimentos que ele domina. Muitos profissionais de educação acreditam que seria uma excelente solução um trabalho interdisciplinar: profissionais com pleno domínio da Língua Portuguesa e pedagogos trabalhando em equipe.

O texto é de Gilda Lück, mestre em Educação pelo Lesley College (EUA) e doutora em Engenharia da Produção. Colaboração: Priscila Conte. (Sim, eu! rs) Publicado em Agosto de 2006 na revista Profissão Mestre.

Até

quarta-feira, 12 de março de 2008

Erros e acertos – pratique! FINAL

"E se lhe pedirem um texto contando sobre sua experiência na área educacional ou especialização, ou sobre sua escola, os eventos que acontecem nela... Existem várias possibilidades de que isso ocorra. Então, esteja mais preparado ainda. Procure saber quem lerá seu texto, ou seja, para que tipo de público você vai escrever. Pode parecer bobagem em um primeiro momento, mas isso é importantíssimo. Atenda aos mais diversos públicos, pensando em fazer-se entender desde o mais leigo dos leitores, que desconhece o assunto sobre o qual você está escrevendo, até a pessoa que talvez saiba um pouco mais.

Um passo-a-passo que pode ajudar:

  • Procure saber para que tipo de público você vai escrever.
  • Se for para uma área que você ainda não tenha entrado em contato, como releases, revistas direcionadas e publicidade, busque o tipo de linguagem que deve ser utilizada (sim, a linguagem muda de acordo com o veículo).
  • Feito isso, faça uma lista contendo o tema que deve ser abordado e o que você deseja falar sobre ele. Esse será seu roteiro; procure segui-lo.
  • Comece seu texto, sempre “colando” do roteiro para não esquecer nenhum ponto relevante e nem fugir ao tema.
  • Acabou o texto? Certo, então agora é o momento de fazer a leitura. Procure um ambiente calmo, silencioso, para que você possa se concentrar. Preste atenção primeiro no conteúdo, se ele está de acordo com seu roteiro. Depois, na segunda leitura (sim, escrever bem dá trabalho!), verifique as pausas – vírgula, ponto-e-vírgula, exclamação –, a ortografia correta das palavras, coesão. Enfim, toda a parte gramatical.
  • Passe as correções para o texto original. Está na hora da última leitura.
Tudo certo? Sem erros, sem fugir do tema, com o tipo de linguagem correta? Agora, então, é só entregá-lo. Até você se acostumar com esse trabalho, alguns erros ainda podem aparecer. Entretanto, se conseguir seguir o passo-a-passo sempre que for escrever, em até três meses seus textos chegarão a um nível de qualidade muito bom.

Não esqueça: um bom texto é uma questão de prática. Não deixe de escrever se surgirem algumas críticas no começo. Faça delas um estímulo para melhorar sempre."

Amanhã, texto sobre a nova geração de professores.

Até

terça-feira, 11 de março de 2008

Erros e acertos – pratique! PARTE 2

"Pois se você, gestor, ficou com a segunda opção, está na hora de rever seus conceitos – e as famosas regrinhas! Todos usamos a Língua Portuguesa diariamente, porém, não são poucos os profissionais que tropeçam em seus erros, tanto na fala quanto na escrita. E nem sempre esses deslizes ocorrem por falta de conhecimento, mas, sim, falta de atenção.

Outro motivo freqüente que leva textos a uma desqualificação é a falta da leitura completa antes de entregar ou enviá-lo. Pular esse passo, que considero um dos mais importantes na hora de redigir um texto, provavelmente deixará passar falhas na digitação, muitas palavras repetidas, parágrafos mal construídos e talvez até o momento em que o autor perdeu o foco do tema.

Você, como líder em sua escola, não pode mandar um comunicado aos professores marcando a reunião pedagógica com esses “delitos” contra a Língua Portuguesa. E deveria passar essa advertência para seus colaboradores também. Nada mais feio numa instituição de ensino do que ver que seus integrantes principais não são amigos da leitura e, muito menos, da gramática

Para que esses erros não ocorram dentro da sua escola, procure aperfeiçoar seu Português com muita leitura. Porém, não de qualquer fonte. São muitos também os meios de comunicação que deixam a desejar neste quesito. Selecione livros que tenham sido revisados (de preferência, por profissionais especializados em Língua Portuguesa). Dessa forma, você amplia seu vocabulário e consegue perceber melhor a importância, por exemplo, do uso correto da vírgula – mas atenção: para isso, você precisa ler o texto utilizando as pausas contidas nele.

Além disso, sempre que tiver alguma dúvida, não hesite em pesquisar em dicionários de autores renomados, como o Aurélio e Houaiss. Se precisar de uma ajuda quanto à regência de determinadas palavras, tanto verbal como nominal, existem dicionários também especializados nessa área."

Amanhã, última parte com dicas certo?

Até

segunda-feira, 10 de março de 2008

Erros e acertos – pratique! PART E 1

Nesse primeiro post vou começar mostrando minha essência: um texto escrito por mim sobre revisão (minha paixão, profissão). Minha intenção - não só com esse texto, mas para todos os seguintes - é ajudar a melhorar um pouquinho mais a vida dos profissionais da educação, que assim como eu acreditam que quando um trabalho é feito com dedicação e carinho pode-se chegar longe.

Ele foi enviado também no Jornal Virtual Gestão Educacional, um semarário enviado para mais de 10 mil cadastrados da Humana Editorial direcionado a gestores escolares.

Como ficaria muito extenso, lá vai a primeira parte. Nos próximos posts colocarei o restante, contendo inclusive dicas de como escrever um bom texto. Não esqueçam de comentar...

"Com certeza, você já ouviu muitas pérolas de pessoas que, infelizmente, por serem famosas têm seus erros escancarados para todos. E são motivo de piadinhas por isso.

Entretanto, não são apenas elas que cometem gafes com o próprio idioma. Erros, muitas vezes, grotescos, são praticados quase que diariamente por profissionais de todas as áreas, inclusive da educação, que não têm a preocupação em aperfeiçoar seu Português.

São faixas anunciando 'limpesa' de carro, e-mails solicitando o 'relatório que voçê ficou de me mandar', vírgulas nos lugares mais incorretos das frases, fora os erros de concordância do tipo 'a gente vamos se encontrar hoje?' – que, francamente, acaba com qualquer encontro!

Você deve estar se perguntando: 'Mas será que eu preciso fazer um curso de Português? Para que se eu já aprendi tudo na escola?' Será que aprendeu mesmo ou decorou boa parte daquelas regrinhas 'chatas' apenas para passar de ano? "

Até