terça-feira, 8 de novembro de 2016

Sobre desejos, realizações, frustrações e aprendizados

Já peço desculpas, mas, sim, vai ser textão! E, sim, vale a pena!

Dia 29 de outubro é o dia mais importante para mim do ano. É aquele dia que eu mantenho minha energia boa o tempo todo, penso em tudo de positivo que desejo para meu próximo ano e, inevitavelmente, faço um balanço do ano que passou. Para resumir, o meu aniversário é meu ano novo particular!

Têm pessoas que não gostam de fazer aniversário e algumas até já me falaram que eu ainda gosto porque estou jovem... Não sei se a velhice me amedronta. O que me dá medo é não ter tempo de realizar tudo o que desejo. Mas isso, você há de concordar comigo, não deve ser uma preocupação de quem está ficando velho, mas de todos, todo dia: o comodismo é que mata!

E acho que é justamente este comodismo que faz algumas pessoas não gostarem de comemorar este dia. Não conseguem fazer este balanço da vida que levam com a coragem de encarar que precisam mudar algo, deixar para trás determinadas coisas/pessoas/atitudes/lugares, recomeçar.

Recomeçar também dá medo. De certa forma, é uma morte. Já pensou nisso? Você mata o que você era ou costumava fazer para se arriscar por um caminho desconhecido, novo, sem segurança de saber se a escolha é a correta.

Eu costumo falar que a vida é feita de escolhas, e todas elas têm consequências. Não adianta culpar a vida, o tio ou o papagaio: você escolheu, assuma o que vêm depois. Lembrando que deixar outras pessoas escolherem por você também é uma escolha, ok?

Este ano demorei um pouco para fazer meu balanço. Muitas coisas - boas e ruins - acontecerem entre 30 de outubro de 2015 e 29 de outubro de 2016 que até fiquei um pouco perdida hehe Foi, de fato, mais um ano de recomeço. Senti que tudo desmoronou de repente! Apesar de muitas coisas boas terem acontecido, foi um ano difícil (e ainda está sendo), e eu só consigo pensar no filme Procurando Nemo: Continue a nadar!

Não sei para onde estou indo, muito menos como deveria fazer isso - apesar de muitas pessoas tentando me ajudar -, mas posso dizer, com propriedade, que está sendo doloroso. Muito. Às vezes, a gente tem que ir até o fundo de nós mesmos para dar impulso e subir, não é mesmo? Este é um dos aprendizados que os 30 me trouxeram...

Aprendi/descobri, também, que adoro realizar desejos/sonhos! Como isso me deixa feliz! Neste período, ao menos 3 grandes foram concluídos com êxito : ) Fora os pequenos desejos diários, que vamos contabilizando com sorrisos, alegrias, momentos bons...

Descobri não só um, mas 3 novos países e culturas diferentes da minha. Aprender, realmente, também me faz feliz! Minha cabeça chegou a doer de tanto pensar/me comunicar em outros idiomas hahaha Num deles, descobri que tenho até família! Me senti tão em casa que não vejo a hora de voltar! 

Importantíssimo: aquela máxima de que "qualidade é melhor que quantidade" é absolutamente verdadeira! Desculpe o linguajar agora, mas só quando você está realmente na merda é que você vê quem se importa de verdade com você. Este ano, precisei muito que me perguntassem como eu estava, se eu queria sair dar uma volta, se eu precisava de um abraço... foram poucos os que fizeram isso, mas foram os melhores, com certeza! Com as duas mãos para contabilizá-los, faço agora um coração para vocês. Obrigada!

Descobri que o amor tem um papel essencial na minha vida e, por isso, ele pode me levantar ou me destruir. Passei por esses dois momentos neste período... (num próximo post, falo mais sobre isso hehe)

Ainda estou aprendendo que não preciso demonstrar força o tempo todo. Todos temos nossas fraquezas e precisamos de alguém para nos ajudar em determinados momentos. Pedir ajuda não deve ser uma vergonha (mas isto ainda está Under Construction aqui hehe)

Tenho ainda muitos sonhos, claro, mas não sei se é neste novo ano que eles virarão planos e, consequentemente, serão realizados. O importante é não deixar de sonhar, não é mesmo?

E você? Parou para pensar como foi seu ano novo particular? O que você acha que deve ou deseja mudar?

Que venham os 30 + 1!
Feliz aniversário para mim!!!




quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Sobre as coisas que não aprendi na escola

Alguns (muitos, mais precisamente 5!) anos se passaram desde minha última postagem aqui no blog, mas eu não o esqueci. Várias vezes abri o painel para postar, mas não conseguia achar a temática certa, que se encaixasse no momento que estava vivendo.

Acredito que não só eu mudei, mas também muitos que seguiam o blog mudaram bastante nesses anos - afinal, se não dormimos exatamente iguais ao que éramos quando acordamos no mesmo dia, imagine nesse longo período!?

Foi um tempo de muito aprendizado, sobre diversos assuntos, os quais não me passaram na sala de aula nos meus saudosos tempos de escola. Sabe aquelas coisas que a gente só aprende vivendo, no dia a dia, geralmente quebrando a cara?

Agora, sinto que encontrei, finalmente, a temática que me deixa à vontade e me faz querer escrever aqui novamente: a vida. E isso envolve muitas coisas, como nosso aprendizado - seja na sala de aula, seja fora dela com a preciosidade das coisas simples -, nossa motivação para fazer os dias seguirem, quem somos e quem gostaríamos de ser, nossas conquistas e lutas, pessoas que passam pela nossa vida, lugares que conhecemos, entre muitos outros assuntos.

A minha mudança começa aqui pelo novo layout e novo perfil.

Espero a sua companhia neste novo caminho! Estava com saudade...

Até!


Priscila

sábado, 2 de abril de 2011

Dia do Autismo

Olá pessoal! Hoje é dia do autismo e gostaria de postar aqui uma reportagem que li no jornal Gazeta do Povo de hoje. Esclarece um pouco mais sobre a Síndrome de Asperger, características, mostra exemplos e dá sugestões de filmes - nosso tema do post de ontem, cinema - sobe o assunto.

"Tipo de autismo tem sintomas camuflados"

A empresária Tatiana Souza, 38 anos, não sabe dizer quantas vezes ouviu na rua que era para ela procurar a Super Nanny, a personagem do programa de tevê que tenta colocar nos eixos os filhos mais temperamentais. A indicação era motivada pelo comportamento do Vicente, 9 anos, que sofre de autismo. Dentro do ônibus, ele não conseguia ficar muito tempo quieto, gritava e causava espanto em quem estava por perto. “Às vezes eu conseguia falar que ele não era mal-educado, que tinha dificuldades, mas na maioria das vezes não dava nem tempo de falar nada”, conta Tatiana.

Ela mesma custou a acreditar que Vicente fazia parte dos quase 70 milhões de pessoas (dado da Organização das Nações Unidas) que vivem sob as dificuldades do transtorno invasivo do comportamento. O filho já tinha 5 anos quando ela conheceu o nome síndrome de Asperger, que dentro do espectro autista está do lado oposto ao do autismo severo. “Ele evitava brincar com outras crianças, não falava e se jogava no chão de cabeça quando contrariado. Mas era carinhoso, adorava colo e gostava de se relacionar com pessoas”, diz.

A visão clássica do autismo é a daquele indivíduo que fica alheio a tudo, sentado no canto, se balançando para frente e para trás. Embora essas características possam estar presentes em casos severos da doença, aliado à deficiência mental, com a sín­drome de Asperger as características são outras. Um asperger costuma ter pouco ou nenhum comprometimento cognitivo ou de linguagem e há quem os chame de “anjinhos”, por carregarem por toda a vida uma ingenuidade que chega a prejudicá-los no convívio social.

De acordo com o psiquiatra Estevão Vadasz, especializado em autismo, o asperger é aquele que não tem retardo mental, mas encontra as dificuldades nas mesmas áreas do autismo clássico: linguagem, socialização e imaginação. “Eles podem chamar a atenção por terem um vocabulário muito rico e por serem muito apegados a regras gramaticais. Mas também po­­dem ser tidos como desengonçados, esquisitões e excêntricos. Quase todos sofrem bullying desde a escola primária até a chegada ao ensino médio”, explica o médico, que coordena o Progra­ma de Transtornos do Espectro Autista do Instituto de Psiquia­tria do Hospital das Clínicas de São Paulo (HC).

Aceito pelos colegas da escola e cursando a 4.ª série em uma vaga de inclusão, hoje o comportamento de Vicente surpreende quem o conheceu em seus primeiros anos. Além de frequentar uma clínica particular especializada em autismo duas vezes por semana, o garoto faz aulas de teatro e participa de uma oficina de história em quadrinhos, de onde saíram desenhos recentemente premiados. A mãe conta que o perfeccionismo do filho ainda traz muitos problemas, mas que pouco a pouco ele se revela mais flexível consigo mesmo. “Para mim é claro que ainda terei muito trabalho com ele, mas não tenho medo do futuro ou dos desafios. Tenho tempo para aprender e vou fazer o que for preciso para ajudá-lo”.

Vida social

“Se um garoto é asperger aos 12 anos, também será asperger aos 60. Mas dependendo da idade, ele vai precisar de diferentes intervenções. O quadro depende principalmente do investimento feito ainda na infância. É por isso que hoje se busca a intervenção precoce e a descoberta do autismo ainda em bebês”, explica o Vadasz.

Quando Leonardo nasceu, há dez anos, Claudia Prado percebeu que havia algo estranho já nos primeiros dias de vida do filho. Os testes de reflexo feitos em recém-nascidos não tinham o resultado esperado e o menino apresentava atrasos em várias etapas do desenvolvimento. Leonardo começou a falar aos 4 anos e aos 6 teve o diagnóstico de síndrome de asperger, depois de passar por muitos especialistas. “Ele frequenta o 5.º ano e tem notas ótimas. Sua característica asperger aparece principalmente quando ele começa a falar em um assunto que o interessa. Se torna repetitivo e isso incomoda as outras crianças. Também é muito sincero e chega a ser inconveniente”, conta Claudia.

Todas as quartas-feiras, Vadasz coordena o grupo de cerca de 60 jovens que se reúnem no ambulatório do HC de São Paulo para melhorar suas habilidades sociais. Os aspergers têm muita dificuldade em encontrar emprego, pois ainda não contam com os benefícios e vagas especiais como as destinadas a pessoas com deficiência mental. Casar-se é um desafio ainda maior. “Não conheci ninguém que tenha o diagnóstico de asperger e tenha se casado”, conta."

Acesse: http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=1112183&tit=Tipo-de-autismo-tem-sintomas-camuflados

Até

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Plano de aula: cinema

Olá! Estou escrevendo um roteiro de objeto de aprendizagem - que numa próxima ocasião comentarei mais especificamente o que é e qual a sua função - sobre arte e cultura. Estamos vindo de uma série (no total são 4 objetos) no qual abordei arte e cultura relacionados às Sete Artes. Muitas foram as leituras e ligações feitas, até que chegamos a esse último tema: cinema.

Final de semana também lembra filmes... é hora de dar uma descansada, curtir a família e um dos programas mais escolhidos é "cinema em casa". Bacia de pipoca e refrigerante, um chocolatinho apra arrematar e pronto! A festa está feita!


E isso pode acontecer na sua sala de aula também. Que tal aproveitar esse final de semana para planejar uma aula diferente? Escolha um filme - já indiquei alguns aqui no blog - de sua preferência e que esteja adequado à série/disciplina que você leciona, por exemplo, Vulcano ou Twister para Geografia e Ciências; A onda ou Valquíria para História; Um sonho possível para Educação Física... as possibilidades são infinitas!


Atenção: assista ao filme antes de exibi-lo na sua classe para se certificar de que não não contém cenas inadequadas!


Leve pipocas ou pequenos lanches (como mini cachorro-quente, esfiha, biscoitos, sanduíches), suco ou refrigerante e coloque seus alunos para assistirem ao filme. Os professores de português podem utilizar filmes com várias temáticas, inclusive as citadas acima, pois pode trabalhar produção e interpretação de texto, análise do discurso, estilos de linguagem entre outros vários conteúdos. Deixe-os livres para sentarem em grupos, no chão ou em cima das carteiras, como quiserem. O que importa é que sintam-se à vontade e prestem atenção ao filme. Caso não seja possível assistir ao filme todo de uma vez, divida-o em partes. Procure parar em trechos que gerem expectativa para a continuidade. Analise o trecho assistido com os alunos. Busque retirar informações deles quanto à opnião sobre o que assistiram até o momento, o que eles esperam de continuidade, qual a linguagem utilizada, se eles tomariam as mesmas decisões que os personagens...


Essa primeira parte pode ser apenas debatida verbalmente com o grupo. Depois de finalizar o filme, um debate sobre todo o filme é interessante. Caso haja necessidade de ter uma avaliação escrita, redações, novos roteiros com novos finais, histórias em quadrinhos entre outras possibilidades podem ser criadas.


O objetivo maior é fazer a aula mais dinâmica e próxima da realidade dos alunos, para levar a teoria à vida diária. Por isso, os filmes devem ser de interesse tanto dos estudantes quanto da disciplina. Cada disciplina deve debater aspectos do conteúdo da ementa escolar.


Bom filme e bom final de semana!


Até

quinta-feira, 31 de março de 2011

Ensino a distância

Olá pessoal, tudo bem?

Hoje li uma reportagem no jornal da minha cidade, a Gazeta do Povo, sobre o ensino a distância. Como alguns de vocês sabem, há alguns meses eu tenho me aventurado nessa área, confeccionando objetos de aprendizagem para graduações e capacitações a distância.

O texto na íntegra está disponível em http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?id=1111296. Nele consta o crescimento dessa modalidade de ensino - que foi bem grande nos últimos anos - bem como os requisitos apra que uma instituição que ofereça essa modalidade seja reconhecida pelo MEC.

O que me deixou mais atenta à matéria foi o fato de o MEC não conseguir realmente fiscalizar todas as instituições. E quem está estudando por meio do ensino a distância, como fica esse profissional perante o mercado de trabalho daqui a alguns anos? Será que terá o reconhecimento que os cursos tecnológicos estão tendo no momento, antes tão menosprezados?

O ensino a distância ainda sofre com barreiras e preconceitos, e ao ler essa matéria me perguntei: será mesmo que eram apenas preconceitos ou conceitos fundamentados em vivências? No currículo, o que pesa mais: uma graduação presencial ou a distância? Quem ganha essa competição no mercado de trabalho?

Acredito até que a maior dúvida seja: é o ensino a distância realmente capaz de formar profissionais com a mesma qualidade dos que se formam em graduações presenciais? Será que as graduações presenciais realmente estão cumprindo um papel de qualidade?

Hoje deixo essas reflexões e em breve falarei mais sobre os objetos de aprendizam, que ainda geram muitas dúvidas quanto ao seu conceito e usabildiade.

Até

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Retomando a vida...

Olá pessoal, como vão?

Sumi né? Mas estou viva! E com planos mil. Sei que já fiz N promessas por aqui, mas não deixo de pensar em vocês e logo, logo estaremos a todo vapor.

Para provar, tenho essa frase para postar, que simboliza muito do meu momento:

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."
Fernando Pessoa

Será que, de repente, alguma área de nossa vida não precisa passar por uma travessia?

Até e bom final de semana.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Eu sou professor sim, e daí?

Bom dia pessoal!

Como foram de final de semana?

Começo esta semana com uma frase que li na revista Nova Escola, na seção Fala, Mestre!

“O professor é uma condição essencial para garantir a qualidade da Educação. Por isso, ele precisa de jornada justa, boa remuneração, bibliotecas, vídeos, computadores, quadras e formação permanente. Ninguém pode parar no tempo. Com boas condições, a qualidade evolui.” Rubens Barbosa de Camargo, Nova Escola, Abril de 2010.

Ontem mesmo, acredito que alguns tenham assistido, passou no Fantástico uma reportagem sobre a falta de professores de exatas e biológicas nas escolas brasileiras. Além disso, mostraram o valor do salário dos professores e sua carga horária. E com as notas divulgadas do Ideb, precisamos estar atentos a estas situações.

Já falamos por aqui sobre salário do professor. Como na frase acima, retomando também o que havia sido falado aqui no blog (clique aqui e relembre), de nada adianta se o salário aumentar e o professor não buscar uma formação permanente. Primeiro passo é a consciência da importância de seu papel na sociedade.

Por que um médico é mais importante que um professor? Por que um engenheiro é mais importante que um professor? E os analistas de informática, arquitetos, advogados...? Só um lembrete: essas profissões existiriam sem os professores? Todos passam pela escola, e mesmo pela faculdade, aprendem suas profissões com quem? Por osmose?

Jornada justa – o que seria isso para um professor? Seria poder dar aulas de qualidade, ganhando um bom salário (para não precisar fazer dois ou mais turnos) e ter um espaço em sua semana de trabalho para planejar aulas, sem precisar fazê-las em casa.

Bibliotecas, vídeos, computadores e quadras, tudo isso é infraestrutura e obrigação do estado. Não há dinheiro para isso? Ok, vamos juntas a comunidade, entrar em contato com grandes empresas que possuam fundos sociais, só o que não se pode fazer é ficar parado! (Você pode rever a matéria publicada aqui no blog sobre como montar uma biblioteca clicando aqui.)

A educação pode e deve melhorar, mas precisamos começar a sair da posição de vítimas para a posição de chefes de nossas carreiras – e fazer ser uma carreira de fato! -, passamos à posição de líderes da sociedade. Precisamos pensar mais pra frente, ir mais longe, nos impor energicamente; precisamos ser autoridade (lembrando da grande diferença entre ter autoridade e ser autoritário)!

Vamos começar a pensar diferente?